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Leia de novo.
O órgão diplomático do Brasil, com mais de dois séculos de tradição, colocou no papel a fantasia de que combater facções criminosas que dominam territórios inteiros do país, que controlam rotas internacionais de tráfico e que já operam uma vez que verdadeiros exércitos paralelos seria, de alguma forma, uma prenúncio ao Brasil.
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Não é prenúncio ao Brasil. É prenúncio a uma narrativa.
A pataratice profíquo
O documento do Itamaraty fala em “discricionariedade” da legislação americana e menciona vagamente “implicações” nos planos financeiro, migratório e penal. Tudo genérico. Tudo indefinível. Tudo calculado para fomentar o pânico sem oferecer um único indumento concreto.
Não há zero — absolutamente zero — na designação de organizações criminosas uma vez que terroristas que autorize mediação militar estrangeira em solo brasílio. Isso não existe no recta internacional. Não existe em nenhum tratado. Não existe em nenhum precedente.
Mas existe no terror.
E é aí que a história complica.
O fantasma de Maduro
Quem acompanha o comportamento do governo Lula na política externa reconhece o padrão. A resistência furiosa a qualquer cooperação mais robusta com os EUA no combate ao delito organizado não nasce de uma preocupação genuína com soberania. Nasce do receio de que a mesma lógica aplicada ao regime venezuelano — sanções, isolamento, pressão — alcance aliados incômodos.
Nicolás Maduro, o dileto companheiro do presidente, caiu. E a sombra dessa queda assombra o Planalto de maneiras que o Itamaraty nunca admitiria em nota solene.
A pergunta que ninguém faz é simples: a quem interessa que PCC e Comando Vermelho não sejam tratados uma vez que o que são?
Diplomacia de varanda
O chanceler Mauro Vieira foi além. Afirmou que a designação das facções uma vez que terroristas “não trará benefícios”. Benefícios para quem, exatamente?
Para as milhares de famílias que vivem sob o tirania dessas organizações? Para os policiais assassinados? Para os municípios inteiros controlados pelo tráfico? Para esses, a classificação traria cooperação internacional, bloqueio de ativos, rastreamento financeiro, pressão sobre redes de lavagem de verba.
Mas o Itamaraty diz que não há benefícios.
Talvez não haja mesmo — para quem transformou a diplomacia brasileira em extensão da campanha eleitoral.
Um ministério que já foi sinônimo de vantagem técnica e independência institucional agora assina documentos que qualquer estagiário de relações internacionais desmontaria em cinco minutos. E faz isso não por incompetência, mas por escolha deliberada.
Quando o Estado brasílio gasta sua credibilidade diplomática para blindar facções criminosas de uma classificação que facilitaria seu combate, não é a soberania que está em risco. É a vergonha que já acabou.
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https://www.contrafatos.com.br/itamaraty-troca-diplomacia-por-palanque-e-repete-narrativa-que-blinda-faccoes-criminosas//Manancial/Créditos -> CONTRA FATOS
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