Moeda público pulverizado entre exterior e lobistas
A Polícia Federalista conseguiu, até agora, rastrear unicamente uma vez que o moeda desapareceu. Do montante totalidade, R$ 12 milhões foram enviados ao exterior. Outros R$ 24 milhões foram transferidos para uma firma que supostamente fabricaria os equipamentos. Os R$ 12 milhões restantes foram repassados a lobistas que se apresentavam uma vez que amigos e assessores de Rui Costa, logo governador da Bahia. Os bloqueios judiciais alcançaram menos de 4% do totalidade, e o restante segue perdido.
A suspeita dos investigadores é de que nunca houve a real intenção de comprar respirador qualquer. Tratou-se, segundo a apuração, de um conluio envolvendo políticos, empresas de frontispício, estelionatários e lobistas, que negociavam lucros ainda maiores em transações futuras com a garantia de que não sofreriam consequências.
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Fundo de investimento do grupo Reag sob suspeita
Um pormenor que antes parecia irrelevante ganhou influência recentemente na investigação. Segmento do moeda que provavelmente serviu para o pagamento de propina circulou por um fundo de investimento do grupo Reag. A polícia suspeita que esse foi um dos canais utilizados pelos golpistas para ocultar os recursos obtidos na fraude dos respiradores.
O proprietário da empresa, João Carlos Mansur, foi meta de mandado de procura no ano pretérito em uma operação que investiga lavagem de moeda e fraudes no setor de combustíveis. Mansur também é investigado por envolvimento no escândalo do Banco Master, onde teria usado a Reag para transações que conferiram aspecto de validade ao maior escândalo financeiro da história. É mais uma peça em um quebra-cabeça que, embora aparente simplicidade, evidencia a dificuldade da Justiça em prosseguir contra figurões da política em casos de depravação.
Versões de Rui Costa não convenceram o Ministério Público
Em seu primeiro prova na investigação, Rui Costa alegou não falar inglês e, por isso, não teria intrigado de que a Hempcare não atuava no ramo de insumos hospitalares. Depois, afirmou ter sido vítima de pessoas mal-intencionadas e declarou ter sido ele próprio quem tomou a iniciativa de denunciar a tramoia. As justificativas, no entanto, não convenceram o Ministério Público.
A Procuradoria-Universal da República manteve a apuração sobre a participação do ex-governador da Bahia na fraude, entre outras razões porque depoimentos de figuras centrais no esquema relatam que a polícia baiana simplesmente se recusou a registrar suspeitas contra o ex-ministro.
Delação premiada aponta proteção ao logo governador
Dona da Hempcare, Cristiana Prestes Taddeo firmou negócio de delação premiada em agosto de 2021 e afirmou ter mencionado o nome de Rui Costa pelo menos três vezes ao longo de cinco dias de oitivas. No entanto, nenhuma referência ao petista ficou registrada nos autos. “Todas as vezes que eu mencionei o governador Rui Costa os delegados minimizaram a sua participação, dizendo que ele não tinha nenhum conhecimento sobre as tratativas do contrato”, afirmou a empresária.
Em outro trecho da delação, Cristiana relatou que um legista eleito para representá-la no processo parecia atuar uma vez que agente infiltrado. Em vez de defendê-la, ele teria revelado que também era legista pessoal do logo governador. A empresária ainda denunciou supostos maus-tratos durante o período em que ficou presa preventivamente na Bahia e acusou segmento dos investigadores de funcionarem uma vez que cuidado contra suspeitas que pudessem atingir Costa.
“Eu percebi que alguns deles estavam protegendo o governador. Por conta disso, passei a mencionar o nome do governador para sentir a reação dos delegados e perceber aqueles que tinham uma postura protetiva com relação a ele ao descartarem, desde o início, que ele tivesse envolvimento com qualquer irregularidade”, afirmou.
Ameaças e pedido de proteção à testemunha
Temendo represálias por colaborar com a Justiça, Cristiana Taddeo solicitou inclusão no programa de proteção à testemunha. Desde 2020, quando o negócio dos respiradores fracassou, ela alega receber ameaças.
Fraude poderia ter sido ainda maior
Na delação, a empresária e seu logo marido e parceiro de negócios, Luiz Henrique Jovino, detalharam os meandros da fraude. Cristiana revelou que a operação de compra poderia ter conseguido proporções muito maiores: o projecto da equipe de Rui Costa previa a compra de até 2.000 aparelhos, negócio que poderia ultrapassar os R$ 300 milhões.
O contrato de compra da primeira leva de equipamentos, assinado digitalmente por Rui Costa, foi redigido de forma apressada, sem incluir cláusulas elementares de proteção contra atrasos ou inadimplência.
Questionário de mais de 6 milénio páginas e investigação paralisada
O interrogatório soma mais de 6.000 páginas entre documentos, notas fiscais, depoimentos, laudos e extratos bancários. Apesar do volume de material, a investigação está paralisada. Ninguém foi recluso, e a recuperação do moeda em seguida seis anos é considerada uma tarefa com chances mínimas de sucesso. Nascente escândalo não é o único que atinge atualmente os petistas da Bahia, ampliando o desgaste político para o entorno do governo Lula.
NÚCLEO POLÍTICO – Parecer: Procuradoria-Universal da República manteve apuração sobre a participação do ex-governador da Bahia na fraude (./.)
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