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Em junho de 2026, essas operações representavam 9,2% do totalidade de crédito facultado a pessoas físicas. No período anterior, o índice havia chegado a 9,3%.
O aumento dos atrasos foi o principal responsável pela piora do indicador. Segundo o BC, a situação é ainda mais preocupante entre as famílias de menor renda, que têm mais dificuldade para manter os pagamentos em dia.
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Cartão de crédito e consignado registram piora
O progressão dos APs atingiu diferentes modalidades de empréstimo no primeiro semestre. O cartão de crédito terminou junho com 12,7% da carteira nessa quesito, depois de ter obtido 13,2%. No consignado, o indicador chegou a 5%. No financiamento de veículos, ficou em 8,5%.
No crédito pessoal sem desconto em folha e sem garantias, a proporção chegou a quase 15%. Essa é a maior taxa entre as linhas citadas, mas o índice permaneceu aquém do pico de 16,5% registrado em 2016.
20,3 milhões de endividados de risco
O BC também identificou 20,3 milhões de pessoas classificadas porquê endividadas de risco em junho. O número representa 17% dos devedores do Sistema Financeiro Vernáculo e supera em 75% o registrado no mesmo mês de 2021.
A classificação leva em conta diferentes sinais de vulnerabilidade financeira. Entre eles estão o comprometimento saliente da renda com dívidas, a inadimplência e a contratação de empréstimos em várias modalidades.
Mudança contábil não explica toda a subida
O BC avaliou ainda o efeito das regras contábeis que entraram em vigor em janeiro de 2025. A regulamentação alterou os critérios usados pelas instituições financeiras para reconhecer perdas com operações de crédito, o que pode manter empréstimos problemáticos nos balanços por mais tempo.
Segundo estimativa da mando monetária, a taxa de inadimplência do sistema financeiro seria 0,78 ponto porcentual menor em junho se os critérios anteriores continuassem em vigor. A diferença corresponde sobre 45% da elevação de 1,76 ponto porcentual observada desde dezembro de 2024.
O documento prevê que a pressão sobre a capacidade de pagamento deve continuar na maioria das modalidades de crédito durante o segundo semestre de 2026.
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https://www.contrafatos.com.br/risco-de-calote-das-familias-e-o-maior-desde-2012-aponta-banco-central//Natividade/Créditos -> CONTRA FATOS
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