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O nome da campanha é elegante. A prática, nem tanto.
Posicionamento? Só de um lado.
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Basta olhar o critério. Quem declarou escora ao petista foi marcado uma vez que “do lado evidente”. Quem não declarou levou o rótulo de “em cima do muro”. Não se serpente posicionamento. Serpente-se adesão.
Falcão foi um dos cobrados. Respondeu que não é João Gomes, o cantor de forró que, segundo o relato, sucumbiu às pressões e se posicionou, apesar de ter sofrido psicologicamente por pretexto do posicionamento em 2022.
Releia essa frase. Um artista sofreu psicologicamente por se posicionar e, quatro anos depois, a máquina de cobrança voltou a funcionar. Alguém aprendeu alguma coisa?
“Eu esquina para todos”
No observação, Falcão listou o que considera os problemas do país: impostos, supermercado dispendioso, crimes e falta de segurança. Disse que cada um tem o político que estima, que o trabalho dele é suor e que ele canta “para todos e não de um lado só”. Afirmou ainda que sempre foi contra o sistema que seus cobradores, a seu ver, idolatram.
Concorde-se ou não com a lista, o ponto medial é outro. Um cantor que canta para todos não deve satisfação a quem quer transformá-lo em cabo eleitoral. O voto é secreto. A crença, privada. O palco, de quem paga o ingresso.
Depois do primeiro observação, ele foi além: “Eles acham que todos são João Gomes”. É uma frase curta, e resume muito o método. Aposta-se no desgaste do fim. Marca-se, expõe-se, espera-se que ele ceda. Com um, funcionou. Com Falcão, não.
O caso Felca
Falcão não foi o único. O influenciador Felca também apareceu na lista dos “em cima do muro”. Voltou às redes depois de sete meses de hiato e publicou um vídeo sobre fobia social. Os eleitores de Lula esperavam outra coisa: uma denúncia contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na esperança de virar a campanha, já que o petista terminou o primeiro vez detrás do fruto de Jair Bolsonaro.
Ou seja, o influenciador voltou, falou de um tema próprio e foi tratado uma vez que devedor. Devedor de quê? De um vídeo que ninguém tinha o recta de encomendar.
A pergunta que fica
Quem defende a liberdade só quando ela rende voto não defende a liberdade. Defende a própria campanha.
Liberdade de frase inclui o recta de falar. Inclui também o recta de não falar, de não marcar posição, de não vestir camisa e de não posar para foto. Se uma campanha precisa violentar artistas para parecer maior, o problema não está no muro. Está em quem confunde o sufragista com um réu e o silêncio com uma confissão.
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https://www.contrafatos.com.br/falcao-rebate-cobranca-de-apoiadores-de-lula-eles-acham-que-todos-sao-joao-gomes//Nascente/Créditos -> CONTRA FATOS
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