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A resguardo acusa Flávio de tentar transferir à campanha a responsabilidade pelo teor publicado no ducto, que reúne milhões de seguidores.
“Afronta do recta de petição, a serviço do tumulto processual na reta final da campanha eleitoral: é disso que se trata a petição”, diz um trecho da revelação.
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Argumentos da resguardo de Lula
Os advogados afirmam que o ducto foi criado por Janones sem financiamento ou participação da campanha.
Argumentam ainda que o “Tropa do Lula” foi incluído no registro da candidatura unicamente para satisfazer uma formalidade do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques. Ele havia condicionado a retomada do funcionamento do ducto à notícia à Justiça Eleitoral.
Lula sustenta que a inclusão do ducto no registro da candidatura não significa que ele esteja vinculado à campanha.
Nunes Marques dá prazo de 24 horas
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, deu 24 horas para as empresas Meta, Google e X explicarem suspeitas de ações coordenadas nas redes sociais a partir do “Tropa do Lula”. Ele assinou a formalidade atendendo a um pedido da campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
A resguardo do senador afirma que o ducto estaria orientando apoiadores a vulgarizar hashtags em horários determinados, reproduzir mensagens prontas e realizar buscas coordenadas no Google.
Os advogados destacam que Janones teria orientado integrantes do ducto, atualmente com 8 milhões de seguidores, a pesquisar no Google a frase “Bolsonaro mandou matar Lula”.
Questionamento sobre resposta da Meta
A campanha de Flávio também questiona uma resposta anterior da Meta, que afirmou não ter identificado sinais de comportamento coordenado no WhatsApp. Segundo os advogados, a empresa não explicou quais critérios utilizou para chegar a essa desfecho.
“Intime-se, com urgência, a Facebook Serviços Online do Brasil Ltda. para que, no prazo de 24 horas, apresente revelação acompanhada de relatório técnico circunstanciado, com metodologia, critérios, resultados e limitações”, escreveu Kassio.
O que as empresas deverão informar
Entre as determinações estão a estudo de possíveis ações coordenadas entre contas e plataformas, a identificação de publicações com alcance artificialmente ampliado e a verificação de eventuais impulsionamentos pagos.
Kassio também cobrou informações sobre a circulação de mensagens entre WhatsApp, Instagram, Facebook e Threads, além das medidas adotadas pela Meta para identificar e combater possíveis irregularidades.
As empresas deverão esclarecer se identificaram movimentações suspeitas entre os dias 18 e 20 de outubro, principalmente em pesquisas em subida, sugestões de procura e hashtags que ganharam destaque nas plataformas.
O ministro também ordenou que as três empresas preservem os registros relacionados aos fatos, para permitir uma estudo ulterior das suspeitas.
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https://www.contrafatos.com.br/por-que-lula-quer-tirar-exercito-do-lula-do-registro-da-candidatura//Natividade/Créditos -> CONTRA FATOS
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