Na segunda-feira 12, Rezende enviou a mensagem, pelo endereço institucional, a listas de professores, funcionários e alunos do Departamento de Física. Antes de oferecer o pagamento das viagens, criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ):
“Faço isto porque estou convicto que se Flávio for eleito, além das medidas terríveis que ele está propondo, inclusive na instrução, teríamos ameaçadas a própria Democracia e a Soberania do País”.
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Em seguida, o professor mencionou a desvantagem de Lula no primeiro vez, que estimou em muro de 2,3 milhões de votos. Afirmou ainda que 33 milhões de eleitores não haviam votado. “Dentre eles sabemos que muitos são estudantes”, escreveu.
A proposta aos estudantes
Rezende relatou que docentes da Universidade Federalista de Viçosa estavam juntando moeda para bancar viagens de alunos a cidades do interno de Minas Gerais. Ele portanto apresentou a proposta aos estudantes da UFPE: “Seguindo o exemplo de Viçosa, eu e alguns colegas estamos dispostos a remunerar as despesas de viagem dos estudantes que terão despesas para votar no dia 25”.
O professor pediu que os próprios alunos organizassem um levantamento dos interessados. “Para isso peço que um ou mais estudantes de graduação e de pós-graduação conversem com os colegas para fazer um levantamento daqueles que precisam do pedestal financeiro”, escreveu.
Ele solicitou que o resultado fosse enviado por e-mail ou WhatsApp e sugeriu usar o departamento para uma reunião. “Também poderemos fazer uma reunião no DF no final desta semana ou início da próxima”, escreveu, em referência ao Departamento de Física.
As respostas de Araújo e Gomes
Araújo respondeu com uma oferta de imposto: “Também estou disposto a contribuir para o pagamento das despesas de viagem dos estudantes que terão despesas para votar no dia 25. Pode relatar comigo”.
Gomes manifestou pedestal: “De totalidade contrato!” Também indicou uma pessoa de contato para um grupo do laboratório e afirmou que ela faria uma verificação, sem detalhar seu alcance. Ele não declarou expressamente que contribuiria com moeda.
Objecto não acadêmico
Na franqueza do e-mail, Rezende afirmou que nunca havia enviado uma mensagem sobre eleições presidenciais em seus 54 anos porquê professor do departamento. Reconheceu que utilizou aquele espaço para tratar de política:
“Inicialmente peço desculpas a tod@s que têm visão política dissemelhante da minha por usar leste espaço privilegiado para um ponto não acadêmico, mas espero relatar com a compreensão de vocês”.
E-mails citados na denúncia enviada ao MPF | Foto: Reprodução
Posicionamento dos docentes e da UFPE
A reportagem procurou a assessoria da UFPE, enviou perguntas e pediu que elas fossem encaminhadas aos professores. Até a publicação deste texto, não houve resposta. O espaço segue cândido.
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