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Você entra numa loja, escolhe um chinelo, paga e o vendedor entrega um pé só. Você aceitaria? Provavelmente perguntaria onde está o outro. Chinelo vem em par, e ninguém precisa explicar isso. Guarde essa imagem.
Nesta semana, conversei com Renato Figueiredo. Empresário com experiência em eventos, palcos e logística, ele costuma olhar para os problemas uma vez que desafios a resolver. Agora, está entrando na política, numa placa ao Senado, e vive um dos períodos mais intensos da vida. Perguntei uma vez que estava. Ele respondeu: “Achei umas inconsistências. Falta uma semana. Basta alinhar a direita e resolver.”
Foi logo que disse alguma coisa: “Se o primeiro lugar é centena por cento Bolsonaro, se a gente vai na mesma direção, se a vocábulo é renovação, logo quem é o segundo? Se a gente tem o primeiro, a gente tem que ter o segundo.”
Mas por que se fala tão pouco do segundo voto?
No próximo domingo, dia 4, estarão em disputa 54 das 81 cadeiras do Senado. Cada estado e o Província Federalista elegerão dois senadores, e cada votante poderá votar em dois candidatos diferentes. Os eleitos terão procuração de oito anos.
O Senado tem papel meão nessa eleição. Cabe à Vivenda subscrever indicações para o Supremo Tribunal Federalista e julgar ministros do STF em crimes de responsabilidade. Por isso, qualquer projeto de renovação que pretenda influenciar os rumos do país passa também pela elaboração do Senado.
Os números ajudam a dimensionar o problema. Em 2018, quando cada estado elegeu dois senadores, 26,9% dos votos para o missão foram brancos ou nulos. Em 2022, quando havia unicamente uma vaga por estado, o índice foi de 18,7%. A diferença não prova, por si só, que os eleitores desconheciam o segundo voto, mas sustenta a valimento de explicar uma vez que funciona a escolha para o Senado.
Depois da conversa com Renato, fiz um teste informal com pessoas próximas, muitas delas habituadas a discutir política. Perguntei se sabiam que neste ano poderão votar em dois candidatos ao Senado. Poucas sabiam. Não é uma pesquisa, mas a reação me fez pensar em quantos eleitores podem chegar à urna sem essa informação.
Certamente, nem é falta de interesse pelo segundo senador, mas no ignorância de que há um segundo voto. Se o votante sabe quem prefere para a primeira vaga, ainda precisa determinar quem escolherá para a outra.
Jair Bolsonaro, que é o maior líder da direita, está em lar, impedido de participar diretamente da campanha, e o fruto, Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, não pode visitá-lo até 11 de outubro, uma semana depois do primeiro vez. Ainda assim, o nome de Bolsonaro segue presente na campanha, e candidatos alinhados a ele aparecem em posição de destaque em diferentes estados. A mobilização pelo segundo voto pode ser decisiva para completar a renovação que esse eleitorado procura.
No Província Federalista, para falar do lugar onde moro, o grupo ligado a Bolsonaro tem duas candidatas ao Senado: Bia Kicis, e Michelle Bolsonaro. São duas candidaturas e duas vagas em disputa. Em cada estado, vale fazer o mesmo treino: se você já sabe em quem votará para uma das vagas, procure saber as opções para a outra.
Falta uma semana. É pouco tempo, mas ainda dá para conversar, explicar e compartilhar informação. Em 2018, os votos brancos e nulos para o Senado corresponderam a pouco mais de um quarto do totalidade. É um volume grande o bastante para justificar atenção ao tema.
Renato embarca neste domingo para participar de eventos do PL pelo país. Leva uma teoria consigo, mas preferiu não antecipar do que se trata. Torço por ele. Na conversa, falou também sobre a diferença entre uma disputa em que cada candidato cuida do próprio número e uma campanha em torno de um objetivo geral, que é a renovação. A vocábulo que usou foi “união”. Eu tinha reservas, mas entendi o sentido. Se o primeiro voto expressa essa direção, o segundo também precisa acompanhá-la.
Fica, logo, o recado prático. No dia 4, a urna exibirá o missão de senador duas vezes. Digite o número do primeiro candidato, confira o nome e a foto e confirme. Depois, escolha outro candidato para a segunda vaga. Repetir o mesmo número fará com que o segundo voto seja anulado.
Se cada pessoa que ler oriente texto explicar isso a mais dez, a informação pode chegar a quem ainda não sabe que tem dois votos para o Senado.
Boa semana e boa viagem, Renato.
https://www.conexaopolitica.com.br/analise/o-segundo-voto-tambem-conta//Nascente/Créditos -> CONEXÃO POLÍTICA
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