A contratação de um empréstimo de basta valor junto ao Banco Master por Bianca Araújo Medeiros, cunhada do atual presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), adicionou novos elementos ao debate sobre as relações financeiras entre empresários e o meio político em Brasília.
O financiamento, firmado em 2024 e estimado em R$ 22 milhões segundo informações divulgadas pela prensa, teve uma vez que objetivo a compra de um terreno em João Pessoa (PB) para o desenvolvimento de um novo bairro. Porquê garantia do crédito, Bianca utilizou cotas da ETC Participações, empresa da qual passou a ser controladora integral no mesmo período.
Registros da Junta Mercantil de São Paulo de março de 2024 mostram que a totalidade das cotas dessa empresa foi vinculada ao Banco Master por meio de doidice fiduciária.
O que dizem os envolvidos
Em revelação solene, Bianca Medeiros defendeu a regularidade da operação financeira. Ela afirmou que o empréstimo ocorreu dentro dos padrões normais de mercado, com garantias compatíveis e previsão de quitação em contrato.
A empresária, que possui formação em gestão hoteleira e histórico familiar de atuação mercantil na Paraíba, negou que a operação tenha influência política:
“A operação foi realizada por empresa regularmente constituída e que não possui qualquer relação societária, mercantil ou de gestão com o deputado Hugo Motta. A escolha da instituição financeira decorreu exclusivamente de condições negociais e operacionais apresentadas à estação da contratação”, declarou.
Bianca é sócia de Luana Medeiros, esposa de Hugo Motta, na empresa Fronteira Indústria e Transacção de Minerais. Aliás, ela ocupou cargos públicos nos ministérios do Desenvolvimento Regional e da Cidadania durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL), sendo exonerada em 2023.
Por sua vez, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) divulgou nota afirmando que o empréstimo trata-se de um pacto estritamente privado, do qual não teve nenhuma participação. O parlamentar ressaltou ainda que a operação financeira foi concretizada em 2024, período anterior à sua posse uma vez que presidente da Câmara dos Deputados.
Conexões na CPMI do INSS
O caso ganha repercussão devido ao contexto das apurações conduzidas pela Percentagem Parlamentar Mista de Questionário (CPMI) do INSS. Durante as investigações, foram obtidas mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
Nos diálogos, Vorcaro relata encontros com uma pessoa identificada unicamente uma vez que “Hugo”, o que, segundo parlamentares que acompanham as apurações, poderia ser uma referência a Hugo Motta. Em um trecho de fevereiro de 2025, o banqueiro menciona sua participação em um jantar na residência solene, ao lado de “Hugo e seis empresários”. Outro diálogo faz menção a conversas envolvendo “Hugo e Ciro”.
A CPMI segue analisando as possíveis conexões entre agentes públicos do basta escalão, grandes empresários e operações financeiras suspeitas.
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