Relatório aponta verosímil tentativa de evasão em seguida progresso da Operação Sem Desconto
Um documento sigiloso da Polícia Federalista (PF) levantou suspeitas sobre o motivo da mudança de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para a Europa. De entendimento com informações reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo, investigadores avaliam que a ida do fruto do presidente para o exterior, sem previsão de retorno ao Brasil, pode indicar uma tentativa de evasão diante do progresso das investigações da Operação Sem Desconto.
Essa avaliação consta em relatório que embasou um pedido de quebra de sigilo bancário de Lulinha. A medida foi posteriormente autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federalista (STF).
Investigação cita relação com empresário publicado uma vez que “Careca do INSS”
O principal foco das apurações envolve a relação entre Lulinha e o empresário Antônio Camilo Antunes, publicado uma vez que “Careca do INSS”.
Segundo a investigação, Antunes foi recluso sob denúncia de liderar um esquema bilionário de desvios em aposentadorias. Os investigadores afirmam que o empresário teria financiado uma agenda internacional de Lulinha em Portugal no final de 2024.
De entendimento com a PF, o roteiro teria uma vez que objetivo prospectar terrenos para a empresa World Cannabis, especializada em produtos à base de canabidiol. A suspeita dos agentes é de que a companhia poderia funcionar uma vez que estrutura para lavagem de quantia proveniente de desvios da Previdência Social.
Resguardo diz que relação era unicamente social
A resguardo de Fábio Luís Lula da Silva se manifestou sobre o caso em documento guiado ao STF na segunda-feira (16).
Os advogados confirmaram que houve contato com Antônio Camilo Antunes, mas afirmaram que a relação era “esporádica e de natureza social”.
Segundo a resguardo, o planejamento da mudança para Madri teria começado ainda em 2024, antes de qualquer divulgação pública da Operação Sem Desconto.
No documento, os advogados também afirmam que o interesse de Lulinha no mercado de canabidiol tinha motivações pessoais, relacionadas ao tratamento médico de uma sobrinha, e que ele não teria conhecimento sobre eventual origem ilícita de recursos ligados ao empresário.
PF aponta indícios que contradizem versão da resguardo
Apesar das explicações apresentadas, os investigadores afirmam ter reunido elementos que sugerem uma relação mais próxima entre Lulinha e o empresário investigado.
Entre os materiais analisados pela PF estão documentos apreendidos com o “Careca do INSS”, que registrariam reuniões presenciais entre os dois em Brasília.
Aliás, um ex-funcionário do empresário declarou em testemunho que teria ocorrido o pagamento de uma quota mensal de R$ 300 milénio ao fruto do presidente.
Investigação analisa verosímil direcção do quantia
Até o momento, a estudo inicial das contas bancárias de Lulinha não identificou depósitos diretos feitos pelo empresário investigado.
Mesmo assim, a Polícia Federalista sustenta a hipótese de que o projeto farmacêutico na Europa, ligado à World Cannabis, poderia ter sido utilizado uma vez que direcção final de recursos desviados de aposentadorias de milhões de brasileiros.
A investigação continua em curso e procura esclarecer a origem dos recursos, a relação entre os envolvidos e o verosímil uso de empresas no exterior para ocultação de valores.
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