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O SBT divulgou uma nota nesta quinta-feira (12) em seguida a repercussão das declarações do apresentador Carlos Volume, conhecidas do público porquê Ratinho, sobre a deputada federalista Erika Hilton. A emissora afirmou que as falas feitas durante o programa não representam a posição institucional da empresa e informou que o caso será analisado internamente pela direção.
Na sintoma solene, o SBT declarou repudiar qualquer forma de discriminação ou preconceito. A emissora destacou que seus valores institucionais são contrários a esse tipo de conduta e que as declarações feitas pelo apresentador ao vivo serão avaliadas para eventual providência administrativa dentro da empresa.
A polêmica teve início em seguida Ratinho comentar a escolha de Erika Hilton para presidir a Percentagem de Resguardo dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. Durante o programa, o apresentador afirmou não considerar justa a indicação e questionou se uma mulher trans deveria ocupar o função, defendendo que a função deveria ser destinada a uma mulher cis.
Em seguida a repercussão das declarações, Erika Hilton informou que solicitou ao Ministério Público de São Paulo a introdução de um interrogatório policial contra o apresentador. Segundo a parlamentar, as falas negariam sua identidade de gênero e teriam potencial de ampliar discursos discriminatórios por terem sido feitas em rede vernáculo.
A representação foi encaminhada ao Grupo Privativo de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do Ministério Público paulista. No documento, a deputada afirma que as declarações ultrapassariam um debate político e configurariam negação de sua quesito feminina.
Caso a denúncia avance e resulte em pena, a legislação brasileira prevê pena que pode chegar a até seis anos de prisão para crimes relacionados à discriminação ou intolerância, dependendo da tipificação definida pelas autoridades responsáveis pela investigação.





