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A resguardo do banqueiro Daniel Vorcaro apresentou pedido ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federalista, solicitando autorização para manter contato com o cliente sem gravação das conversas. Mendonça é o relator do chamado caso Master na Golpe e deverá resolver se autoriza ou não a notícia nesses termos.
O pedido foi protocolado depois a prisão de Vorcaro, ocorrida na última quarta-feira durante desdobramentos da Operação Compliance Zero. Segundo os advogados, ainda não houve conversa direta entre o banqueiro e sua equipe de resguardo desde a detenção, o que tem dificultado a definição da estratégia jurídica para os próximos passos do processo.
Atualmente, porquê o empresário está custodiado em um presídio federalista de segurança máxima, as regras do sistema penitenciário determinam que as comunicações entre presos e advogados sejam monitoradas e gravadas. A resguardo argumenta que essa quesito pode comprometer a confidencialidade necessária para a preparação da estratégia jurídica, motivo pelo qual solicitou autorização próprio ao ministro relator.
O pedido também ocorre em meio a discussões sobre a possibilidade de um eventual concordância de colaboração premiada por segmento do banqueiro. Porém, segundo interlocutores ligados ao caso, qualquer avaliação sobre essa hipótese depende primeiro de uma conversa direta entre Vorcaro e seus advogados, o que ainda não ocorreu desde a transferência para o sistema prisional federalista.
Outro fator mencionado por pessoas próximas ao empresário é o regime rigoroso dos presídios federais, que incluem monitoramento permanente por câmeras e microfones, controle rígido de deslocamentos internos, celas individuais de aproximadamente seis metros quadrados, além de tempo restringido de banho de sol e revistas frequentes.
Nos bastidores do caso, interlocutores também observam a postura do ministro André Mendonça, que assumiu a relatoria depois o ministro Dias Toffoli deixar o processo. Avaliações internas indicam que Mendonça tende a conduzir a estudo do caso com rigor processual, principalmente diante da complicação das investigações envolvendo o Banco Master.



