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A Polícia Federalista (PF) identificou trocas de mensagens em que o empresário Daniel Vorcaro, logo controlador do Banco Master, apresentou propostas para contratar a advogada Roberta Rangel, ex-esposa do ministro do Supremo Tribunal Federalista (STF), Dias Toffoli, com o objetivo de atuar em processos de interesse do próprio banqueiro. O teor faz segmento de um relatório com tapume de 200 páginas, guiado ao presidente do STF, ministro Luiz Edson Fachin, posteriormente estudo de dados extraídos do celular de Vorcaro.
Segundo os investigadores, o material inclui minutas contratuais relacionadas a dois casos relevantes envolvendo Vorcaro. Um deles é a Operação Fundo Fake, iniciada em 2019, que apurou suspeitas de fraudes em fundos de pensão municipais. Conforme o relatório, em dezembro de 2020, Vorcaro enviou ao legista Walfrido Warde um print contendo uma minuta de contrato para que Roberta Rangel atuasse no processo. Naquele momento, ela ainda era casada com o ministro Toffoli.
Outro incidente citado envolve a Ação Direta de Constitucionalidade (ADC) 81, protocolada no STF em 2022. A ação discutia restrições impostas pelo Ministério da Instrução à sinceridade de novos cursos de medicina. O relatório indica que Vorcaro também enviou minuta contratual relacionada a esse caso. A decisão final teve impacto direto sobre a Ulbra, universidade adquirida pelo empresário e cuja receita depende significativamente dos cursos de medicina.
De concórdia com informações divulgadas, Roberta Rangel afirmou que não atuou efetivamente nos processos mencionados. No caso da Operação Fundo Fake, declarou que seu nome pode ter constado em documentos formais, mas sem atuação direta relevante. Já em relação à ADC 81, explicou que unicamente subscreveu uma procuração representando uma associação de faculdades, e não Vorcaro diretamente, ressaltando que esse tipo de ação não gera involuntariamente impedimento judicial.
O relatório também registra que, em fevereiro de 2025, Vorcaro autorizou o uso de uma aeroplano privada para transportar Roberta Rangel entre Brasília e Ourinhos, cidade próxima ao Tayayá Resort, empreendimento no qual Toffoli possuía participação societária. O caso segue sob estudo das autoridades competentes, e os elementos reunidos fazem segmento das investigações relacionadas ao Banco Master e às conexões empresariais e jurídicas associadas ao empresário.







