Despacho aponta monitoramento indevido por secção da Polícia Social de Pernambuco
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federalista (STF), determinou que a Polícia Federalista investigue a suspeita de espionagem contra aliados do prefeito do Recife, João Campos (PSB).
A decisão envolve o secretário de Fala Política e Social da capital pernambucana, Gustavo Queiroz Monteiro, e o irmão dele, Eduardo Monteiro.
Monitoramento sem questionário
De congraçamento com um despacho sigiloso assinado por Gilmar Mendes, a Polícia Social de Pernambuco teria realizado um “monitoramento indevido” entre agosto e outubro de 2025. As ações descritas incluem seguimentos, registros fotográficos e a instalação de um rastreador no veículo utilizado pelo secretário, tudo isso sem a franqueza formal de questionário policial.
A existência do caso veio a público posteriormente reportagem exibida pelo programa Domingo Espetacular, da TV Record.
Suspensão das apurações e sátira ao Ministério Público
Além de acionar a Polícia Federalista, Gilmar Mendes determinou que o Ministério Público de Pernambuco interrompa qualquer apuração relacionada aos secretários. Para o ministro, houve “ramal de finalidade” e violação ao princípio da neutralidade do Estado.
O despacho registra ainda que outras três secretárias municipais relataram episódios semelhantes e assinaram uma revelação conjunta encaminhada ao STF.
“Fishing expedition” e rastreamento político
Na decisão, Gilmar Mendes afirma que não houve investigação direcionada ou devidamente fundamentada. Segundo ele, ocorreu uma coleta ampla e genérica de informações, caracterizada uma vez que “fishing expedition”.
“Não se trata, cá, de apuração dirigida e fundamentada, mas de requisição massiva e nivelado de dados que, por sua abrangência e falta de delimitação, evidencia a prática típica, uma vez que dito, de ‘fishing expedition’”, escreveu o ministro.
O despacho também aponta indícios de ações voltadas ao rastreamento e ao reconhecimento facial de integrantes do entorno político de João Campos, com foco privativo no secretário e em seus familiares.
Gilmar solicitou que a Polícia Federalista avalie se existem “elementos mínimos que indiquem a provável prática de infrações penais”.
Versões da Polícia Social e reação da prefeitura
Em nota, a Polícia Social de Pernambuco afirmou que a operação, batizada de “Novidade Missão”, foi iniciada posteriormente uma denúncia anônima sobre suposto pagamento de propina. Segundo a corporação, nenhuma prova foi encontrada e, por isso, não houve franqueza de questionário.
Já a Prefeitura do Recife classificou a atuação uma vez que “proibido, inconstitucional e obsceno”. A gestão municipal acusou o governo estadual de uso político da polícia, em meio à disputa eleitoral entre João Campos e a governadora Raquel Lyra (PSD).
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