Responsável pela investigação na PF admitiu ignorância de conceitos básicos ao conduzir oitivas no STF
A delegada da Polícia Federalista (PF) Janaina Pereira Lima Palazzo, encarregada dos interrogatórios no interrogatório que apura irregularidades no Banco Master, reconheceu não dominar fundamentos essenciais do sistema financeiro. Durante depoimentos colhidos no Supremo Tribunal Federalista (STF), a investigadora declarou ser “leiga” no tema e solicitou explicações sobre noções elementares, porquê transferência de carteiras de crédito e procedimentos de auditoria contábil.
Em uma das situações relatadas nos autos, a delegada chegou a recorrer ao próprio investigado, Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, para esclarecer uma incerteza técnica relacionada às operações analisadas. As oitivas ocorreram no contexto da investigação que apura a geração e a negociação de créditos supostamente sem lastro.
Questionamentos a diretor do Banco Medial
Ao ouvir o diretor de fiscalização do Banco Medial, Ailton Aquino, Janaina solicitou esclarecimentos sobre o significado de depósitos compulsórios, instrumento médio da política monetária brasileira. Em outro momento do interrogatório, a delegada afirmou diretamente a Vorcaro que não possuía conhecimento técnico suficiente para compreender o processo de aprovação de carteiras de crédito.
“Não sou técnica”, declarou a policial federalista. “Eu não sei porquê é que funciona.” A recepção foi registrada durante a tentativa de compreender a dinâmica das operações financeiras sob investigação.
Investigação sobre créditos e atuação do BRB
A Polícia Federalista investiga se o Banco Master teria estruturado créditos sem lastro e posteriormente revendido esses ativos ao Banco Regional de Brasília (BRB), em operações estimadas em muro de R$ 12 bilhões. O caso passou à relatoria do ministro Dias Toffoli, no STF, posteriormente a identificação de indícios de envolvimento de autoridades com pensão privilegiado.
Segundo a apuração, a PF procura esclarecer se houve irregularidades na geração dos ativos e se o banco público adotou procedimentos adequados de governança ao comprar os créditos.
Divergências em depoimentos de Vorcaro e Costa
Durante uma acareação, Daniel Vorcaro e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, apresentaram versões distintas sobre a origem dos créditos negociados. Vorcaro afirmou ter informado a participação de terceiros nas operações, enquanto Costa sustentou que o BRB acreditava que os ativos pertenciam integralmente ao Banco Master.
O ex-gestor do banco público declarou ainda que não há perspicuidade suficiente para declarar se as operações configuraram fraude ou se representaram somente uma mudança no padrão documental adotado.
Posição do Ministério Público e novas dúvidas técnicas
O Ministério Público Federalista sustenta que o suposto esquema envolvia a venda de títulos de renda fixa, porquê CDBs, utilizados para financiar fundos de investimento controlados pelo próprio banco. De convenção com os procuradores, esses ativos circulariam sem geração real de riqueza, inflando artificialmente os resultados financeiros.
A PF também apura se houve preterição por secção de gestores do BRB e falhas graves de governança na compra dos ativos. Durante o prova de Ailton Aquino, Janaina voltou a provar incerteza ao descrever procedimentos de auditoria, afirmando que “foram aplicados, sei lá, diversos passos”, sendo corrigida pelo diretor do Banco Medial, que apresentou a terminologia técnica adequada.
As oitivas ocorreram em dezembro de 2025, e os detalhes vieram a público nesta semana.
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