Anotações internas indicam pronunciação para compra de carteiras e tentativa de sofrear quebra de banco privado
Anotações encontradas pela Polícia Federalista revelam que a cúpula do Banco de Brasília teria atuado para impedir a quebra do Banco Master. Os registros constam em uma agenda apreendida durante a investigação e pertenciam a Luana de Andrade Ribeiro, ex-diretora de Controle e Riscos do banco estatal. As informações foram divulgadas pelo jornal Folha de S.Paulo.
Agenda aponta pronunciação da presidência
De combinação com o teor do documento, o logo presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, teria defendido, em reunião interna, a premência de comprar carteiras de crédito do Banco Master. O objetivo, segundo as anotações, seria evitar a insolvência da instituição comandada por Daniel Vorcaro.
Em testemunho prestado à Polícia Federalista em dezembro, Costa confirmou que o processo tinha porquê finalidade lucrar tempo enquanto ocorria uma substituição de ativos dentro da operação financeira.
Compra bilionária e suspeita de fraude
Ao todo, o banco estatal de Brasília adquiriu R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito. Para os investigadores, porém, os papéis negociados apresentavam indícios de fraude. Posteriormente, o BRB informou que conseguiu restaurar segmento dos prejuízos decorrentes da transação.
Durante o testemunho, Paulo Henrique Costa explicou aos agentes o racional das operações realizadas no período investigado.
“Se a gente olhar essa data, a gente está no meio do processo de substituição de carteiras”, declarou Costa à PF. “Todas as cessões que nós fizemos ao longo desse período tinham dois objetivos: satisfazer o nosso objetivo de mudar a carteira do banco e permitir que a gente fizesse as substituições”.
Origem dos créditos entra em xeque
No contextura das apurações, o ex-presidente do BRB negou ter conhecimento de que os créditos adquiridos teriam origem em uma empresa de frontispício chamada Tirreno. Ele sustentou que, até abril de 2025, os ativos apresentavam desempenho considerado regular e mantinham fluxo comportável com as exigências do Banco Medial do Brasil.
Entretanto, diante do volume ressaltado das operações, o BRB ampliou os testes de verificação e identificou um padrão documental notável do esperado. A estudo apontou que o Banco Master não havia originado as carteiras, contrariando cláusulas previstas no contrato firmado entre as instituições.
Notícia ao Banco Medial e reação da resguardo
Com o agravamento do impasse e o surgimento de dificuldades de liquidez no banco privado, o BRB comunicou formalmente o caso ao Banco Medial em maio de 2025.
A resguardo de Daniel Vorcaro afirmou que o Banco Master registrou e auditou regularmente todos os ativos negociados, seguindo metodologias formais de classificação de risco. Em nota enviada à Folha, os advogados do banqueiro lamentaram a divulgação de trechos de depoimentos “fora de contexto”.
O texto reforça que o grupo colabora com as autoridades e confia que a apuração técnica afastará interpretações equivocadas sobre a veras dos fatos.
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Banco Medial,Brasília,Polícia Federalista
https://www.contrafatos.com.br/policia-federal-identifica-plano-no-brb-para-evitar-colapso-do-banco-master//Manadeira/Créditos -> INFOMONEY








