Jurisperito citou vazamento à prensa de perguntas atribuídas a Dias Toffoli minutos depois prova
A resguardo do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, recusou-se a autorizar a quebra de sigilo do celular do cliente durante a acareação conduzida pela Polícia Federalista no contexto da investigação sobre a negociação envolvendo o Banco de Brasília (BRB).
A informação consta em vídeo do prova que se tornou público nesta quinta-feira (29), depois o ministro Dias Toffoli, relator dos processos relacionados ao Banco Master no Supremo Tribunal Federalista, instituir a retirada do sigilo do teor.
Suspicácia sobre preservação das informações
No momento do prova, o legista Roberto Podval explicou à delegada Janaína Palazzo que a resguardo optou por não permitir o chegada ao celular de Vorcaro por não responsabilizar na preservação das informações ali contidas.
Segundo Podval, a decisão foi motivada por um suposto vazamento de informações sigilosas ocorrido logo depois o fecho da oitiva do empresário.
Durante a acareação, ao negar a entrega do celular de seu cliente, o legista de Daniel Vorcaro reclamou de vazamentos.
“As perguntas de Toffoli estavam na prensa mal acabou.” pic.twitter.com/nTuUrxQ133
— Sam Pancher (@SamPancher) January 29, 2026
Alegado de vazamento quase subitâneo
Antes do início da acareação entre Vorcaro e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, o legista afirmou que perguntas feitas durante o prova já haviam sido publicadas pela prensa muro de 20 minutos depois o término da audiência.
De conciliação com a resguardo, os questionamentos divulgados teriam sido formulados pela própria poder policial e atribuídos ao ministro relator do caso.
“As perguntas que foram feitas, e cá o maior saudação pelas autoridades, mas é bom que se diga, as perguntas que foram feitas hoje cá pela senhora, que eram perguntas ditas pelo ministro, estavam na prensa noticiadas quando acabou o ato”, afirmou Podval.
Sigilo questionado pela resguardo
O legista sustentou que a situação contrariou a garantia de sigilo inteiro que, segundo ele, havia sido apresentada uma vez que fundamento para o pedido de chegada ao celular do empresário.
Podval afirmou ainda que Vorcaro sequer levou o aparelho ao sítio do prova justamente para evitar qualquer risco de exposição indevida de dados.
“O Vorcaro nem celular trouxe, que era para não ter o risco de zero. E nós somos surpreendidos 20 minutos depois de concluir a audiência com esse trajo. É plangente e deve ser delicado, porque mexe com coisas importantes, com a vida de todos nós”, declarou.
Teor liberado por decisão do STF
O vídeo da oitiva veio a público depois decisão de Dias Toffoli que levantou o sigilo dos depoimentos relacionados ao caso do Banco Master. Apesar disso, o ministro manteve sob sigilo de Justiça o restante do interrogatório, até revelação da Procuradoria-Universal da República.
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