Post Views: 0
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federalista) Gilmar Mendes defendeu o colega Dias Toffoli em publicação feita no X nesta 2ª feira (26.jan.2026). “O ministro Dias Toffoli tem uma trajetória pública marcada pelo compromisso com a Constituição e com o funcionamento regular das instituições”, disse.
Gilmar também citou, pela 2ª vez, a decisão da PGR (Procuradoria Universal da República) de arquivar 3 pedidos de suspeição contra o colega, que é relator do interrogatório do Banco Master. Ele declarou que a atuação de Toffoli “observa os parâmetros do devido processo permitido”, e que a PGR reconheceu a regularidade da sua permanência no caso. “A preservação da independência judicial e o saudação às instâncias institucionais são condições indispensáveis para o diálogo republicano e para a crédito da sociedade nas instituições”, escreveu.
Os 3 pedidos tinham sido protocolados pelos deputados federais Adriana Ventura (Novo-SP), Carlos Jordy (PL-RJ) e Caroline de Toni (PL-SC). Os congressistas avaliaram que o ministro deve ser considerado suspeito para julgar as apurações sobre fraudes bilionárias contra o sistema financeiro.
publicidade
As representações citavam a viagem de Toffoli para Lima, no Peru, no voo com o legisperito Augusto Arruda Botelho, que atua na resguardo de um dos diretores investigados. Para Gonet, oferecido que já há apurações na PGR, “não há, portanto, qualquer providência a ser adotada no momento”.
Na manhã desta 2ª feira, os repórteres Carolina Brígido e Murilo Rodrigues Alves publicaram uma entrevista com o presidente do STF, Edson Fachin. Na conversa, o magistrado disse ter “urgência”, mas não “pressa” para discutir a geração de regras éticas na Galanteio. Segundo ele, ou o Supremo se “autolimita” ou essa limitação virá de um poder extrínseco. No entanto, a medida “não pode ser” tomada “de forma açodada”.
O ministro da Galanteio disse que alguns colegas são favoráveis à geração do código de conduta, mas não em 2026, por ser um ano eleitoral. “Reconheço que esse argumento é sólido”, afirmou. “Ou nos autolimitamos, ou poderá ter limitação de um Poder extrínseco. Não creio que o resultado seja bom, haja vista o que aconteceu na Polônia e no México”. Fachin não quis comentar sobre a atuação individual de outros magistrados, porquê Toffoli ou Alexandre de Moraes.
publicidade
Em conversa com jornalistas ao final de dezembro de 2025, Gilmar Mendes disse que não há urgência de um código de conduta que regulamente a participação de ministros da Galanteio em eventos privados e suas declarações públicas.
Desde o final de 2025, Fachin tem procurado os ministros do STF para revalidar um código de conduta interno, aos moldes das regras do Tribunal Federalista Constitucional da Alemanha. À quadra, Gilmar declarou que o projeto só deveria prosperar se fosse feito em conjunto. “Nenhuma proposta transita se não for construída cá. Não existe”, afirmou.
O decano também criticou os 2 principais eixos do código de conduta boche, que limitam a participação de magistrados em eventos privados e declarações públicas. Segundo Gilmar, não há riscos de os ministros terem sua imparcialidade afetada ao participar de eventos com pessoas que têm interesses em processos.
“Uma coisa que fascina muitos de vocês da prelo é ir a eventos. Acho isso uma bobagem. Logo, não tenho essa preocupação que até aparece no tal código boche. E não acho que ninguém vai ter conversa imprópria em evento. Se tiver alguém cogitando de fazer um tanto incorrecto, certamente não fará em um evento”, afirmou.
Poder 360







