Um projeto ávido de habitação popular em Iracema, no interno de Roraima, tornou-se o mais recente símbolo do desperdício de moeda público via “emendas Pix”. O atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus, e seu pai, o senador Mecias de Jesus (Republicanos), destinaram R$ 13 milhões para a construção de 300 casas. O resultado, no entanto, resume-se a uma única residência protótipo, desabitada e já em deterioração.
O prazo para a peroração das obras expirou no final de 2024. Quem passa pelas margens da BR-174 encontra o terreno talhado ao conjunto habitacional tomado pela vegetação, sem fundações ou sinais de infraestrutura para as outras 299 unidades prometidas.
“A indicação não é realização”
Questionados sobre o rumo dos recursos e o descuramento da obra, pai e fruto adotaram a mesma risca de resguardo: transferir a responsabilidade para a ponta final.
Jhonatan de Jesus, que hoje ocupa uma cadeira na namoro responsável por inspeccionar as contas públicas e relata processos sensíveis uma vez que o do Banco Master, negou irregularidades. “A indicação de emendas não se confunde com a realização dos recursos. A responsabilidade pela apresentação de projetos, realização das obras e fiscalização é exclusiva dos entes beneficiários”, afirmou o ministro.
O senador Mecias reforçou o argumento: “O parlamentar destina; o município executa e presta contas”.
Prefeitura diz que gastou em “projetos”
A Prefeitura de Iracema apresentou uma justificativa técnica para o uso da verba milionária sem a entrega das casas. Segundo a gestão municipal, o moeda foi gasto na tempo de papelada.
“Os valores liberados […] foram regularmente aplicados no pagamento dos serviços licitados para elaboração dos projetos técnicos, incluindo projetos arquitetônicos, de engenharia, iluminação pública, drenagem e esgotamento sanitário”, diz a nota da prefeitura, classificando a lanço uma vez que indispensável.
Uso político e histórico de obras inacabadas
A única moradia erguida no lugar serviu de palco político para o ex-prefeito Jairo Ribeiro (Republicanos), coligado da família Jesus. Em maio de 2024, ele celebrou a construção da unidade protótipo uma vez que “sonho realizado” e “compromisso cumprido”. Atualmente, Ribeiro é investigado pela Polícia Federalista por suspeita de fraudes eleitorais e desvios de recursos, embora negue relação de sua prisão com o caso das emendas.
Um levantamento do jornal Estadão aponta que leste não é um caso só. Enquanto deputado federalista, Jhonatan de Jesus destinou R$ 42 milhões em emendas para Roraima que resultaram em um rastro de obras inacabadas, pavimentações deterioradas e recursos sem a devida prestação de contas.
O post R$ 13 milhões por uma moradia: emendas da família Jesus para 300 lares em Roraima viram obra “fantasma” apareceu primeiro em Partido Brasil.
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