Uso de enzima desenvolvida pela Pfizer está presente em muro de 90% dos laticínios nos EUA
Uma publicação que viralizou nas redes sociais nos últimos dias reacendeu, nos Estados Unidos, a discussão sobre os ingredientes usados na produção de queijos. O foco do debate é a quimosina produzida por levedação (FPC), uma enzima criada em laboratório que, segundo entidades do setor, está presente em aproximadamente 90% dos queijos consumidos no país.
O ponto que mais tem gerado controvérsia é o veste de que a FPC não precisa ser identificada nos rótulos porquê geneticamente modificada, o que levou consumidores a questionarem a transparência da indústria e, em alguns casos, a defenderem o boicote a produtos lácteos.
O que é a quimosina produzida por levedação
A FPC é uma versão obtida por engenharia genética do coalho tradicional, enzima responsável pela coagulação do leite durante o processo de fabricação do queijo. Embora seu uso seja geral há décadas, o substância voltou ao núcleo das atenções em seguida a circulação de conteúdos que destacam sua origem laboratorial.
Mesmo amplamente utilizada pela indústria alimentícia, a quimosina produzida por levedação passou a ser vista com suspicácia por segmento de consumidores que defendem maior nitidez na rotulagem e querem saber exatamente porquê os provisões são produzidos.
Enzima surgiu nos anos 1990
A quimosina produzida por levedação foi desenvolvida em 1990, quando cientistas da Pfizer criaram um microrganismo capaz de produzir a enzima em graduação industrial. A inovação permitiu reduzir custos, padronizar a produção e diminuir a subordinação do coalho de origem bicho, cuja extração é limitada.
O substância recebeu da Food and Drug Administration (FDA) o status de “Geralmente Reconhecido porquê Seguro” (GRAS), classificação que dispensa a urgência de uma aprovação prévia completa antes da comercialização. A decisão se baseou, entre outros fatores, em estudos toxicológicos realizados à quadra.
Em 1996, a Pfizer vendeu sua separação de enzimas para a empresa dinamarquesa Chr. Hansen, que hoje fornece a quimosina a grandes fabricantes de laticínios nos Estados Unidos.
Eficiência industrial x recta à informação
A Chr. Hansen defende o uso da FPC, afirmando que a enzima é mais previsível, eficiente e escalável do que o coalho tradicional. Segundo a empresa, versões mais modernas do substância permitem um aumento de até 1% no rendimento do queijo a partir da mesma quantidade de leite, um proveito significativo em um setor de margens apertadas.
Por outro lado, entidades de resguardo do consumidor apontam a pouquidade de realce clara nos rótulos porquê o principal problema. De conformidade com a American Cheese Society, os ingredientes listados nas embalagens não diferenciam o coalho tradicional daquele produzido por levedação genética, o que dificulta a escolha de consumidores que desejam evitar organismos geneticamente modificados (OGMs).
Autoridades mantêm posição de segurança
Cientistas e reguladores sustentam que enzimas alimentares geneticamente modificadas não oferecem riscos adicionais em confrontação aos provisões convencionais. A FDA mantém o entendimento de que a FPC é segura para consumo humano.
Ainda assim, o tema se insere em um debate mais espaçoso sobre o padrão regulatório americano. Substâncias classificadas porquê GRAS não precisam passar por um processo formal de aprovação antes de chegar ao mercado. Em 2014, o ex-vice-comissário de provisões da FDA, Michael Taylor, reconheceu limitações desse sistema, afirmando que nem sempre há informações suficientes para prometer a segurança de todos os produtos químicos usados na sustento.
Alternativas para quem quer evitar o substância
Nem todos os queijos utilizam coalho em sua produção. Produtos porquê cottage, cream cheese, paneer e alguns tipos de mussarela são fabricados com ácidos ou coagulantes alternativos.
Ou por outra, queijos orgânicos certificados pelo USDA não permitem o uso de quimosina produzida por levedação, tornando-se uma opção para consumidores que desejam evitar o substância.
Historicamente, o coalho era tirado do estômago de bezerros não desmamados, um processo custoso e restringido, já que a enzima só pode ser obtida uma vez por bicho. Com o incremento da demanda global por queijo no termo do século 20, a indústria buscou alternativas mais sustentáveis, levando ao desenvolvimento da quimosina produzida por levedação, quimicamente idêntica à enzima bicho, mas sem urgência de abate.
Veja também
FDA
https://www.contrafatos.com.br/ingrediente-criado-pela-pfizer-faz-americanos-desistirem-do-consumo-de-queijo//Nascente/Créditos -> INFOMONEY







