Em julgamento realizado nesta terça-feira pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), os magistrados decidiram que funcionários da estatal que estão em greve poderão ser descontados por dias não trabalhados.
Ao investigar o caso, os ministros também decidiram que a greve não é abusiva.
Na última sexta houve uma rodada de negociação entre a estatal e as federações de sindicatos que representam os seus empregados, que se encerrou sem entendimento.
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— Infelizmente as assembleias não aprovaram o entendimento, e entendemos que uma vez que empresa não temos uma vez que evoluir mais do que o entendimento já trazia — disse na ocasião o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, em entrevista coletiva na segunda-feira.
Na última quinta-feira, o presidente do TST também reiterou decisão anterior para que os funcionários dos Correios mantenham ao menos 80% do efetivo por filial, sob pena de multa diária de R$ 100 milénio às federações que representam a categoria.
— O dissídio foi acionado para a gente ter força de trabalho preservada, para manter 80% dos efetivos, e imputada multa por eventual descumprimento — explicou Rondon.
A paralisação dos funcionários em locais importantes uma vez que uma vez que Rio, São Paulo e Belo Horizonte, aumentou os atrasos nas entregas de encomendas pelos Correios nas vésperas do Natal. O índice de entregas no prazo já vinha em queda ao longo do ano, sobretudo devido às dívidas com fornecedores, mas a situação piorou com a greve, provocando uma corrida pelos serviços de transportadoras privadas e deixando consumidores na mão.
O índice de entregas no prazo do Correios está inferior de 70%, na média vernáculo, segundo fontes que pediram anonimato — varia de 50% a 70% a depender da região. Isso significa que pelo menos 30% dos envios estão atrasados oriente mês, nos piores níveis do ano.
A situação é agravada pela crise financeira enfrentada pela estatal. A diretoria apresentou um projecto de renovação dos Correios nesta segunda, em seguida a contratação de um empréstimo de R$ 12 bilhões.
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Levante projecto prevê, entre outras medidas, o fechamento de milénio agências deficitárias (tapume de 20% do totalidade), e um projecto de deposição voluntária de até 15 milénio funcionários.
Uma decisão da ministra Kátia Magalhães Arruda em 18 de dezembro atendeu parcialmente pedido de tutela de urgência formulado pelos Correios e determinou que os sindicatos que deflagraram greve mantenham 80% dos trabalhadores em atividade em cada unidade, além de prometer o livre trânsito de pessoas, bens e cargas postais.
Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 100 milénio por sindicato.
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Em liminar publicada no dia 25 de dezembro, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Vieira de Mello Rebento manteve a decisão da ministra que estabele o percertual mínino de funcionamento da empresa durante a paralisação.
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