Em pronunciamento no Senado Federalista, o senador Sergio Moro (União-PR) fez um balanço crítico do ano de 2025 no Brasil. Segundo o parlamentar, o país encerra o período sem um projeto de governo claramente definido, em meio ao agravamento da violência, à expansão do delito organizado e ao que classificou uma vez que retomada de práticas de prevaricação.
Para Moro, o cenário atual reflete uma “profunda inversão de valores” desde a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em seu exposição, o senador afirmou que o Brasil vive um momento de desorientação institucional, no qual, segundo ele, condutas ilícitas passam a ser toleradas enquanto ações consideradas corretas acabam sendo desestimuladas ou perseguidas.
“O Brasil, desde a eleição de Lula uma vez que presidente, novamente encontra-se sem rumo. Não existe um projeto de país, e o país vivencia uma profunda inversão de valores, na qual aquilo que é inexacto acaba sendo valorizado, e aquilo que é patente, muitas vezes, é perseguido”, afirmou.
Moro também destacou o que chamou de retorno da “falta de moral” e da escassez de limites na governo pública, além do fortalecimento de organizações criminosas em diferentes regiões do país. Para o senador, esses fatores contribuem para um sentimento de descrença e instabilidade na sociedade.
Críticas à política externa
No campo da política externa, o parlamentar mencionou episódios que, em sua avaliação, comprometeram a imagem internacional do Brasil. Entre eles, citou a licença de asilo político à ex-primeira-dama do Peru, Nadine Heredia, condenada por prevaricação em seu país de origem. Moro também criticou a participação do presidente Lula em eventos internacionais ao lado de líderes e representantes de governos classificados por ele uma vez que autoritários.
Projetos na extensão de segurança pública
Apesar das críticas, o senador ressaltou iniciativas legislativas que defendeu ou relatou ao longo de 2025, mormente voltadas ao enfrentamento do delito organizado e ao fortalecimento da segurança pública.
Entre elas, destacou a Lei nº 15.245, de 2025, originada do PL 1.307/2023, de sua autoria. A norma amplia a proteção a agentes públicos envolvidos no combate a organizações criminosas e criminaliza o planejamento de ações violentas destinadas a obstruir investigações, mesmo que tais planos não cheguem a ser executados. O texto também estende a proteção aos familiares desses agentes quando ameaçados.
Moro mencionou ainda a Lei nº 15.272, de 2025, que estabelece limites à licença de liberdade em audiências de custódia. A proposta teve origem no PL 226/2024, relatado pelo senador.
Outro destaque foi o PL 1.496/2021, também relatado por Moro, que amplia o banco vernáculo de DNA de criminosos. Segundo o senador, a medida representa um progressão relevante para a investigação criminal.
“É um instrumento poderoso para a investigação criminal, é a moderna sensação do dedo: se o criminoso deixa qualquer vestígio corporal no lugar do delito”, explicou.
O projeto já foi reconhecido pelo Congresso Pátrio e aguarda sanção ou veto presidencial, com prazo final previsto até o dia 22.
“Luz no término do túnel”
Ao concluir o pronunciamento, Moro reconheceu que ainda há muito a ser feito na extensão da segurança pública, mas afirmou enxergar avanços pontuais no Legislativo.
“Embora ainda se tenha muito a proceder, nós precisamos proceder muito em material de segurança pública no país. Pelo menos, nós estamos vendo uma luz no término do túnel”, declarou.
O exposição reforça a postura sátira do senador em relação ao governo federalista e consolida a segurança pública uma vez que um dos principais eixos de sua atuação política em 2025.
O post Sergio Moro faz balanço negativo de 2025 e critica escassez de projeto de país apareceu primeiro em Partido Brasil.
https://partidobrasiloficial.com.br/2025/12/23/sergio-moro-faz-balanco-negativo-de-2025-e-critica-ausencia-de-projeto-de-pais/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=sergio-moro-faz-balanco-negativo-de-2025-e-critica-ausencia-de-projeto-de-pais / Natividade/Créditos -> Partido Brasil Solene








