O jornal britânico The Guardian atribuiu ao empresário Joesley Batista um papel relevante uma vez que intermediário informal do governo do presidente Lula da Silva em movimentações diplomáticas recentes envolvendo Brasil, Estados Unidos e Venezuela. A estudo foi publicada em tom crítico e contextualiza a atuação do empresário fora dos canais tradicionais da diplomacia.
Fundado em 1821 e sediado em Londres, o periódico relata que Joesley ganhou destaque internacional em novembro, ao viajar para Caracas em meio ao agravamento das tensões entre Washington e o governo de Nicolás Maduro. Segundo o jornal, enquanto companhias aéreas suspendiam voos por receio de ações militares, o empresário brasílico desembarcou na capital venezuelana para uma reunião direta com o líder do regime chavista.
Joesley Batista tentou convencer Maduro
De congraçamento com o The Guardian, o objetivo da visitante foi tentar persuadir Maduro a deixar o poder, em consonância com a pressão pública feita dias antes pelo presidente norte-americano Donald Trump. A iniciativa, porém, não teve efeito prático súbito: Maduro permaneceu no comando do país.
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Paralelamente, o confronto entre Venezuela e Estados Unidos se aprofundou, com a imposição de novas sanções e episódios de consumição de ativos. Ainda assim, o jornal destaca que a simples revelação da viagem levantou questionamentos sobre o papel de um empresário sem incumbência solene em temas sensíveis da política internacional.
Atuação também envolveu reaproximação entre Lula e Trump
Segundo a reportagem, a irrupção na Venezuela não foi um incidente solitário. O jornal aponta Joesley Batista uma vez que uma figura-chave na reaproximação diplomática entre Trump e Lula, em seguida um período de distanciamento entre os dois governos.
Naquele contexto, os Estados Unidos haviam imposto tarifas adicionais de 50% sobre produtos brasileiros, uma vez que resposta ao que o jornal descreve uma vez que uma postura autoritária do Supremo Tribunal Federalista contra adversários políticos, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Diante das sanções, empresários brasileiros passaram a pressionar Washington para a redução das tarifas. Nesse cenário, Joesley teria se evidenciado por conseguir chegada direto ao presidente norte-americano, alguma coisa que outros representantes não lograram obter.
Tarifas, músculos bovina e impacto político
O The Guardian relata que Joesley argumentou junto a Trump que as tarifas prejudicavam os consumidores norte-americanos e, ao mesmo tempo, acabavam fortalecendo politicamente Lula no Brasil. Meses depois dessas articulações, Trump e Lula se encontraram pessoalmente.
Na sequência do encontro, os Estados Unidos anunciaram a retirada da maior segmento das sobretaxas, incluindo aquelas aplicadas sobre a músculos bovina brasileira, um dos principais produtos de exportação do país.
Pretérito incerto e sátira à diplomacia informal
O jornal britânico também contextualiza a trajetória de Joesley Batista, lembrando condenações anteriores por depravação e acusações ambientais relacionadas a empresas do grupo JBS. Para o veículo, a atuação do empresário ilustra um fenômeno mais extenso no cenário global.
Segundo a estudo, há uma substituição gradual da diplomacia tradicional por negociações informais conduzidas por grandes interesses empresariais, fenômeno que, na visão do The Guardian, levanta dúvidas sobre transparência, legitimidade e limites institucionais nas relações internacionais.
Nascente/Créditos: Contra Fatos
Créditos (Imagem de cobertura): Reprodução
https://www.aliadosbrasiloficial.com.br/noticia/the-guardian-afirma-que-joesley-batista-atua-como-intermediario-informal-do-governo-lula/Nascente/Créditos -> Aliados Brasil Solene








