Durante a coletiva de prensa realizada nesta quinta-feira (28) para detalhar os desdobramentos das operações Carbono Oculto, Quasar e Tank, o auditor fiscal da Receita Federalista Cláudio Ferrer de Souza afirmou que não há indícios de atuação sistêmica do transgressão organizado no meio financeiro da Avenida Faria Lima, em São Paulo.
“De modo qualquer a Faria Lima tem problema com o transgressão organizado. O que houve foi alguma contaminação pontual, específica, em algumas administradoras de recursos com intensidade de sofisticação, que utilizam o sistema financeiro para efetivamente lavar moeda, ocultar esse resultado do transgressão”, disse Ferrer.
A enunciação ocorre depois a deflagração de operações que miraram fundos de investimento com sede em endereços do meio financeiro de São Paulo, alguns dos quais com vínculos identificados com esquemas de lavagem de moeda ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A Polícia Federalista realizou procura e consumição, por exemplo, na sede da Reag Investimentos.
A Receita Federalista identificou pelo menos 40 fundos fechados com estrutura em cascata (um único cotista, geralmente outro fundo), com patrimônio estimado em R$ 30 bilhões, usados porquê instrumentos de ocultação patrimonial e movimentação de recursos ilícitos. Secção dessas operações era sediada em gestoras localizadas na zona oeste de São Paulo.
Apesar disso, a Receita buscou diferenciar casos pontuais da estrutura mais ampla do mercado financeiro, enfatizando que as investigações miram agentes específicos, e não o ecossistema porquê um todo.
As três operações mobilizaram mais de 1.400 agentes públicos, com ações simultâneas em dez estados. Os alvos incluem postos de combustíveis, refinarias, transportadoras, fintechs e fundos de investimento.
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