O perfil de Manuela d’Ávila no Instagram foi escopo de uma série de restrições estabelecidas pela Meta depois uma publicação em que a ex-deputada relaciona a adultização infantil nas redes sociais a Jair Bolsonaro e à direita brasileira.
“A minha conta no Instagram acaba de receber diversas punições por termos trazido o debate sobre a adultização das infâncias, vinculando-o às práticas da extrema-direita no Brasil. Todos nós nos lembramos quando Jair Bolsonaro disse que ‘pintou um clima’. Quando associamos a pedofilia e a adultização das infâncias a Bolsonaro, recebemos proibições da Meta”, disse Manuela.
Vice na placa de Fernando Haddad à Presidência da República em 2018, Manuela d’Ávila foi proibida pela Meta de fazer transmissões ao vivo e gerar anúncios em seu perfil. A mensagem enviada pela empresa informa que as restrições são uma “medida de segurança” e que a atividade pode não seguir as regras do Instagram. A publicação foi retirada do ar sob o argumento de “exploração sexual”.
“Eles [a Meta] me acusam de exploração de conteúdos que remetem à exploração sexual. Ora, o teor remete à exploração sexual porque dá nome aos bois, porque diz quem no Brasil defende tais práticas, porque mostra que, enquanto faz o exposição de proteção das infâncias com fake news, do outro lado diz que ‘pintou um clima’ e aperta as mãos das plataformas para não regularem as redes. Cá não: é preciso regular as redes para que as infâncias não sejam adultizadas, senão é exposição da boca para fora”, disse a ex-deputada.
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