Em nota pública divulgada na última sexta-feira (1º de agosto), o Ministério Público Federalista em Mato Grosso (MPF-MT) definiu porquê “um ataque à democracia” a decisão do prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), de remover uma professora da 15ª Conferência Municipal de Saúde em seguida ela ter usado o termo “todes” — pronome neutro — durante sua fala inicial .
A convidada, Maria Inês da Silva Barbosa, ao utilizar a linguagem inclusiva, foi imediatamente interrompida pelo prefeito, que alegou tutorar a “norma culta da língua portuguesa” e afirmou que “durante sua gestão, não serão tolerados pronomes neutros ou doutrinação ideológica” . Em resposta ao MPF, Brunini destacou que “todos” é a frase reconhecida e igualitária pela Constituição e que “todes” não consta em dicionários oficiais — além de, segundo ele, ser excludente para pessoas com deficiência .
Na nota, o MPF ressaltou que silenciar uma mulher negra, pesquisadora e ativista num espaço de debate coletivo fere não somente a democracia, mas os princípios constitucionais que sustentam o sistema público de saúde . Por sua vez, o Sintep-MT, sindicato dos trabalhadores da instrução, também emitiu um repúdio formal, classificando o ato do prefeito porquê antidemocrático e violento .
Diversos órgãos independentes e movimentos sociais, incluindo o Parecer Pátrio de Saúde, manifestaram solidariedade à professora e condenaram o cerceamento da liberdade de frase em um evento do SUS (Sistema Único de Saúde), destacando que a postura do prefeito compromete os princípios de inclusão, isenção e controle popular dos espaços públicos.
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