A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista (STF), contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), está repercutindo não unicamente pelo teor, mas também por falhas gramaticais.
O despacho original, ao comentar a conduta do ex-presidente em relação às medidas cautelares impostas, trazia a frase: “A Justiça é cega mais não é tola”, utilizando “mais” no lugar de “mas”.
O uso equivocado contraria regras básicas da língua portuguesa. A conjunção adversativa “mas” é empregada para introduzir ideias de oposição, enquanto “mais”, com “i”, é um advérbio de intensidade ou quantidade.
Na ação, a intenção de Moraes era contrastar o princípio da imparcialidade da Justiça com uma provável tentativa de manipulação da norma, o que exigiria o uso correto de “mas”.
Além da troca das palavras, o trecho chamou atenção pelo uso de cinco pontos de exclamação em sequência, um tanto incomum e considerado inadequado no padrão técnico de decisões judiciais. Também houve a privação de vírgula posteriormente a conjunção, o que comprometeu ainda mais a intenção da frase.
Em meio à repercussão, o Supremo corrigiu o erro e disponibilizou uma novidade versão do despacho. A decisão em questão trata da estudo de um provável descumprimento por Bolsonaro das medidas impostas por Moraes, uma vez que a proibição de uso de redes sociais e a obrigatoriedade do uso de tornozeleira eletrônica. De entendimento com o togado, o ex-presidente estaria tentando enganar as restrições ao permitir a veiculação de seus discursos em perfis de terceiros.
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