O deputado federalista Nikolas Ferreira (PL-MG) protocolou nesta terça-feira, 15 de julho, um novo pedido de impeachment contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), alegando violação de responsabilidade em razão da meio da política externa pelo governo federalista. O requerimento foi oficialmente entregue à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados e conta com a assinatura de outros 72 parlamentares, em sua maioria da oposição.
Segundo o parlamentar mineiro, a atuação de Lula em temas diplomáticos compromete “a imagem internacional do Brasil” e fere interesses estratégicos do país. Ferreira acusa o presidente de adotar uma postura ideológica que favoreceria regimes autoritários em detrimento de alianças tradicionais com nações ocidentais.
“O Brasil não pode ser transportado com base em interesses ideológicos ou revanchismos pessoais”, declarou Nikolas. “A política externa deve servir aos brasileiros, e não à conveniência de regimes autoritários ou agendas antiocidentais.”
Tensão com os EUA
O pedido surge em meio a um agravamento das relações entre o Brasil e os Estados Unidos, depois o presidente norte-americano Donald Trump anunciar, em 9 de julho, uma tarifa de 50% sobre todos os produtos e serviços brasileiros exportados ao país. A decisão de Washington gerou potente repercussão no mercado e aumentou a pressão sobre o governo brasílio.
Lula reagiu inicialmente com ironia, dizendo que “levaria jabuticaba” ao republicano — uma menção à fruta típica brasileira que simboliza um tanto inusitado ou restrito do Brasil. Mas, dias depois, o presidente assinou um decreto regulamentando a chamada Lei da Reciprocidade Econômica, que permite ao Brasil retaliar medidas comerciais unilaterais de outros países.
Escora e cenário político
Embora pedidos de impeachment sejam protocolados com frequência na Câmara, o espeque significativo de 73 parlamentares dá novo fôlego à oposição. A avaliação de analistas é que o momento político é mais frágil para Lula, que enfrenta dificuldades de pronunciação no Congresso e vê sua popularidade em queda.
Nos bastidores, comenta-se que o Palácio do Planalto monitora o movimento com preocupação, embora aliados minimizem a chance de o pedido prosperar. Ainda assim, a crise com os EUA e as críticas à política externa aumentam a pressão sobre o governo.
“O presidente está fragilizado e sem espeque sólido. Tudo pode intercorrer”, disse um parlamentar da base opositora sob requisito de anonimato.
Agora, caberá ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), sentenciar se dará seguimento ao pedido de impeachment. Até o momento, Lira tem evitado se posicionar publicamente sobre o caso.
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