Desde o início de seu terceiro procuração, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou mais que o duplo de homens em relação a mulheres para tribunais superiores. Ao todo, foram nove ministros homens e unicamente quatro ministras titulares. Em seis dessas nomeações, Lula poderia ter escolhido mulheres — mas não o fez.
Exclusivamente quatro cortes integram a estrutura dos tribunais superiores: o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Superior Tribunal Militar (STM).
O Supremo Tribunal Federalista (STF), apesar de estar supra deles, é classificado porquê instância máxima do Judiciário. A primeira mulher indicada por Lula neste procuração foi a advogada Daniela Teixeira, nomeada ao STJ em agosto de 2023.
+ Leia mais notícias de Política em Oeste
Em março deste ano, o presidente optou por escolher mais uma mulher: a advogada Verônica Abdalla Sterman para o STM. A nomeação coincidiu com o Dia Internacional da Mulher.
Na quinta-feira 10, Lula indicou a procuradora Maria Marluce Caldas Bezerra para o STJ e, no mesmo dia, a advogada Estela Aranha para o TSE.
Esta última foi selecionada a partir de uma lista composta exclusivamente por mulheres, elaborada pela presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia. A iniciativa teve porquê objetivo forçar uma escolha feminina.
Ainda em 2023, o presidente indicou duas mulheres para o missão de ministra substituta do TSE: Edilene Lôbo, em junho, e Vera Lúcia Santana Araújo, em dezembro.
Em contrapartida, Lula preteriu mulheres em diversas oportunidades. Em maio de 2023, escolheu Floriano de Azevedo Marques Neto e André Ramos Tavares para o TSE, apesar da presença das advogadas Daniela Borges e Edilene Lôbo na mesma lista.
Nas indicações ao STF, onde Lula tem liberdade totalidade de escolha, o presidente ignorou pedidos de movimentos feministas e setores do próprio governo. Preferiu os nomes de Cristiano Zanin e Flávio Dino, ambos aliados políticos. Ao selecionar Antônio Fabrício Gonçalves para o TST, Lula descartou Roseline Rabelo e Adriano Avelino.
Situação semelhante se repetiu no STJ, ao optar pelo desembargador Carlos Brandão, em vez das magistradas Marisa Santos e Daniele Maranhão.
+ Leia também: “Trump pressiona, e defesas temem maior rigor do STF nos julgamentos”
Outras escolhas masculinas ocorreram a partir de listas compostas unicamente por homens. Lula escolheu José Afrânio Vilela e Teodoro Silva Santos para o STJ em 2023 a partir de uma lista composta unicamente por homens.
Na mais recente movimentação, ao indicar Estela Aranha ao TSE, Lula também reconduziu Floriano de Azevedo Marques Neto para mais dois anos. Nesse caso, o presidente poderia ter rejeitado a lista masculina e optado por duas advogadas, mas preferiu manter o atual ministro.
https://revistaoeste.com/politica/lula-prioriza-homens-em-indicacoes-para-tribunais-superiores//Nascente/Créditos -> REVISTA OESTE






