O governo federalista aprovou nesta quarta-feira, 25, o aumento do texto de etanol na gasolina de 27% para 30%. Da mesma forma, elevou o texto de biodiesel no diesel generalidade de 14% para 15%. A mudança entra em vigor a partir de 1º de agosto. A definição partiu do Recomendação Pátrio de Política Energética (CNPE), em reunião com a presença do presidente Lula da Silva e do ministro de Minas e Virilidade, Alexandre Silveira.
A decisão alinha-se à Lei do Combustível do Porvir, que recebeu sanção em 2024 e autoriza a mistura de até 35% de etanol na gasolina. Para embasar a medida, o Instituto Mauá de Tecnologia realizou, conforme pedido do Ministério de Minas e Virilidade, testes de viabilidade técnica. Os estudos terminaram em fevereiro deste ano.
Governo fala em autossuficiência na gasolina
A soma de etanol à gasolina objetiva reduzir sobretudo o consumo de combustíveis fósseis e as emissões de dióxido de carbono. Segundo o governo, o etanol emite murado de um terço do CO₂ que a gasolina produz. Porquê provém da cana-de-açúcar, o próprio processo de cultivo reabsorve segmento do carbono.
Ao anunciar a medida, o ministro Alexandre Silveira destacou que o país “voltará a ser autossuficiente em gasolina depois de 15 anos” e que a mudança “reduzirá a premência de diesel importado, além de fortalecer o agronegócio e a lavoura familiar”. A expectativa do governo é que o aumento do texto de etanol permita uma redução de R$ 0,11 por litro no preço da gasolina nas bombas.
Estudo prevê aumento médio de 2,83%
No entanto, estudo divulgado pelo Itaú BBA em fevereiro indica que o impacto inicial pode ser oposto. A projeção é de aumento de 0,6% na gasolina generalidade, 3,6% no etanol hidratado e 4,3% no etanol anidro, devido à maior demanda por etanol anidro e à redução na oferta de etanol hidratado, sem incremento inopino da produção.
A consultoria estima que a produção de etanol a partir do milho tende a crescer, enquanto a de cana-de-açúcar pode recuar, com segmento das usinas priorizando a fabricação de açúcar. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) projeta que, se o texto de etanol atingir 33%, as importações líquidas de gasolina pura poderão parar até 2030.
Em 2023, o Brasil importou 2,7 milhões de metros cúbicos de gasolina pura, o equivalente a 8,8% da demanda vernáculo. Os principais fornecedores foram os Países Baixos, a Espanha e a Rússia.
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