Em uma reviravolta que pode impactar diretamente as investigações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, o general Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Tropa, protagonizou um momento de tensão e contundência ao depor nesta segunda-feira (19) diante do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista (STF). Com postura firme e sem se intimidar, o militar negou categoricamente ter oferecido voz de prisão a Bolsonaro e classificou uma vez que “equívoco da prensa” as informações divulgadas sobre seu suposto envolvimento em uma tentativa de barrar a emprego da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no final do procuração do ex-presidente.
O prova do general, transmitido ao vivo e amplamente repercutido nas redes sociais, ocorreu no contexto das investigações que envolvem alegações de tentativa de golpe de Estado e uso indevido das Forças Armadas por secção de aliados do ex-chefe do Executivo. A principal peça da denunciação seria uma minuta de decreto para emprego da GLO, que, segundo os investigadores, teria sido articulada para permitir uma verosímil mediação militar.
No entanto, ao ser questionado sobre o documento, Freire Gomes minimizou sua preço e chegou a sugerir que sequer deu atenção à tal minuta. “Recebi o papel, mas não dei muita esfera. Vi que não era um tanto sério. Isso circula, mas não significa que havia um projecto concreto ou uma lei solene”, afirmou o general, que comandou o Tropa entre 2021 e 2022.
Embate direto com Moraes
Durante o prova, Alexandre de Moraes, relator das ações que apuram uma suposta tentativa de golpe, se irritou com as respostas do militar. Visivelmente obrigado, o ministro acusou Freire Gomes de omitir informações e insinuou que o general estaria mentindo para proteger o ex-presidente.
“O senhor quer uma segunda chance para manifestar a verdade?”, disparou Moraes, elevando o tom da audiência.
Sem hesitar, Freire Gomes respondeu de forma contundente: “Com 50 anos de Tropa, eu nunca mentiria. O que estou dizendo cá é a verdade. Não houve voz de prisão, não houve pronunciação de golpe com a minha participação, e tampouco qualquer ação proibido por secção de Jair Bolsonaro na minha presença”.
A enunciação repercutiu imediatamente nas redes sociais, com internautas e parlamentares da oposição comemorando o que consideraram uma “vitória moral” contra a narrativa sustentada por setores do Judiciário e da mídia tradicional.
Repercussão política
O deputado federalista Gustavo Gayer (PL-GO) foi um dos primeiros a comentar o prova. Em seu via nas redes sociais, Gayer elogiou a firmeza do general e afirmou que o Brasil assistiu, ao vivo, à desmontagem de uma “farsa judicial”.
“O General Freire Gomes deu uma verdadeira lição de honra militar. Não se curvou, não se intimidou e falou a verdade diante de um ministro que parecia mais interessado em intimidar do que ouvir. Isso muda tudo”, declarou Gayer.
Outros parlamentares alinhados à direita também usaram suas plataformas para cobrar uma reavaliação das investigações e o termo do que chamam de “perseguição política” contra Bolsonaro e seus aliados.
Prelo sob pressão
A fala do general também jogou luz sobre o papel da prensa na transporte do debate público em torno do caso. A menção a um “equívoco na versão da prensa” sobre sua suposta ordem de prisão a Bolsonaro gerou debates intensos. Muitos usuários nas redes sociais resgataram manchetes e reportagens publicadas em 2023 e 2024, nas quais veículos tradicionais apontavam para um racha entre os militares e o ex-presidente, com base, em secção, no suposto posicionamento de Freire Gomes.
Com as declarações do próprio general desmentindo essa versão, crescem os questionamentos sobre a confiabilidade das informações veiculadas durante o auge das investigações.
Consequências jurídicas e institucionail
Juristas consultados avaliam que o prova do general pode enfraquecer secção sucoso da narrativa usada para embasar medidas cautelares contra o ex-presidente, uma vez que quebra de sigilos e bloqueios judiciais. Apesar disso, ainda é cedo para saber se as investigações sofrerão reveses práticos no limitado prazo.
Para aliados de Bolsonaro, porém, o incidente já representa uma viradela simbólica. “Hoje, ficou evidente que há pessoas dispostas a falar a verdade, mesmo sob pressão. Isso dá esperanças para todos que acreditam na Justiça verdadeira”, disse um senador bolsonarista que pediu anonimato.
Enquanto isso, o ex-presidente Jair Bolsonaro permanece em silêncio sobre o prova, mas fontes próximas indicam que ele recebeu com excitação as falas de Freire Gomes e considera que esse pode ser o início de uma viradela no caso.
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