O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federalista, voltou a provocar revolta ao comentar francamente sua atuação em processos relacionados à CBF, mesmo sendo fundador do Instituto IDP, que possui contratos milionários com a própria Confederação. Em vez de reconhecer um simples conflito de interesses, o ministro alegou que o contrato é “uma relação privada”, ignorando totalmente o princípio da imparcialidade que deveria reger qualquer magistrado da Suprema Golpe.
Durante a entrevista, concedida ao portal UOL, Gilmar tratou com naturalidade sua decisão que reconduziu Ednaldo Rodrigues à presidência da CBF, mesmo com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro posteriormente anulando essa decisão. A maneira uma vez que Gilmar justificou sua interferência no tema, com argumentos frágeis e evasivos, só aumenta a percepção de que o STF se tornou uma instância politizada, onde decisões parecem cada vez mais alinhadas com interesses corporativos.
A repercussão foi imediata e negativa. Diversos comentaristas, incluindo Leandro Ruschel, destacaram que a conversa evidencia o “nível de degeneração das instituições brasileiras”. Para a direita conservadora, esse tipo de postura não é mais surpreendente vindo de Gilmar, que há anos atua uma vez que uma espécie de fiador de figuras envolvidas em escândalos e manobras escusas. A entrevista serviu uma vez que mais uma exemplar do desprezo pela transparência e pelo saudação ao povo.
O incidente reforça o sentimento de impunidade e blindagem dentro das altas cortes, principalmente quando ministros julgam temas onde há vínculos claros com instituições que lhes prestam serviços ou financiam projetos. A população se vê cada vez mais distante de uma Justiça verdadeira e justo, enquanto ministros do STF transitam confortavelmente entre o público e o privado, sem qualquer consequência.
No Brasil de hoje, onde a perseguição política é seletiva e os aliados do sistema gozam de plena liberdade, entrevistas uma vez que essa de Gilmar Mendes não chocam mais — unicamente confirmam aquilo que milhões já sentem: as instituições estão contaminadas. E enquanto o povo clama por justiça, quem deveria defendê-la parece mais preocupado em proteger seus próprios interesses.
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