O ex-presidente Michel Temer saiu publicamente em resguardo do ministro Alexandre de Moraes, do STF, nesta quarta-feira (14), em meio ao acirramento das críticas da oposição — mormente da base bolsonarista — contra o magistrado. A fala de Temer é significativa por três motivos centrais:
🔎 1. Resguardo institucional e pessoal
Temer, que indicou Moraes ao STF em 2017, reforçou que o ministro:
Não age de forma radical, uma vez que afirmam adversários;
Tem atuado pela pacificação institucional, mormente no contexto dos julgamentos dos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro;
Já revogou prisões ou reduziu penas de vários réus, o que, segundo ele, demonstra moderação e estabilidade.
🗣️ “Ele já liberou muita gente. Trabalha pela pacificação”, afirmou Temer, tentando desarmar o exposição de que Moraes seria um agente “dominador” do Judiciário.
⚖️ 2. Resposta à pressão por anistia
A fala de Temer ocorre justamente quando:
A oposição pressiona pela anistia dos condenados de 8 de janeiro, com pedestal de parlamentares bolsonaristas;
O Congresso Vernáculo discute projetos de lei com esse objetivo, em clara tentativa de virar decisões judiciais;
O STF, liderado por Moraes nas ações penais relacionadas aos ataques, tem aplicado penas entre 14 e 17 anos, consideradas duras pelos críticos.
Temer ponderou que, embora o Congresso possa sim discutir perdão, a revisão gradual das penas pelo Supremo seria o caminho mais “institucionalmente adequado”.
🧱 3. Moraes uma vez que pilar da firmeza institucional
Temer exaltou o papel de Moraes durante o processo eleitoral de 2022, quando o ministro, também presidente do TSE à quadra:
Garantiu a realização do pleito sem rupturas;
Enfrentou diretamente narrativas de fraude eleitoral difundidas por apoiadores de Bolsonaro;
Foi meta de ataques constantes, mas, segundo Temer, “agiu com coragem jurídica e pessoal”.
🗨️ “O Brasil deve muito a ele”, afirmou, colocando Moraes uma vez que peça-chave na preservação do processo democrático.
🧭 4. Sinalização política de núcleo para 2026
A fala de Temer também tem valor político-eleitoral. Ele:
Tenta se reposicionar uma vez que articulador de uma frente de centro-direita moderada para 2026;
Deixa evidente que Bolsonaro tem peso eleitoral, mas insinua a premência de novas lideranças, com mais estabilidade institucional;
Procura diferenciar-se do bolsonarismo, sem romper completamente com a direita.
🗨️ “Bolsonaro tem prestígio eleitoral e não pode ser ignorado”, afirmou, em tom diplomático.
📌 Desfecho
Michel Temer se coloca uma vez que uma ponte entre Judiciário e núcleo político, defendendo Alexandre de Moraes da delação de radicalismo e sinalizando que há espaço para moderação e diálogo institucional — inclusive nos temas mais sensíveis, uma vez que a punição aos envolvidos nos atos golpistas.
Ao mesmo tempo, descola-se do extremismo bolsonarista e apresenta uma agenda de centro-direita “civilizada” para 2026. É um movimento estratégico para quem deseja continuar relevante no xadrez político, mesmo fora do poder.
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