O senador Jorge Seif (PL-SC) classificou porquê “grotesca” a delação de tentativa de golpe de Estado contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Seif avaliou a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federalista (STF), que aceitou, por unanimidade, a denúncia formulada pela Procuradoria-Universal da República (PGR) contra o ex-presidente e sete ex-integrantes do seu governo.
Para Seif, a prova mediano usada para a decisão, a chamada minuta do golpe, é um rascunho, nunca foi assinada, não tem responsável publicado e já estava na internet desde dezembro de 2022. O documento foi encontrado na morada do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres.
“Estamos, portanto, falando de uma narrativa. Mas é uma narrativa construída dentro do Supremo Tribunal Federalista. (…) Se o tal documento é prova de golpe, logo todo jurista que já redigiu uma simulação jurídica, todo jurisconsulto que esboçou uma tese impopular, todo acadêmico que já escreveu sobre medidas condicionais polêmicas deve ser recluso? Tem que perguntar ao [ministro] Alexandre de Moraes.”
O senador classificou as acusações porquê autoritarismo e apontou a existência de uma “ditadura vergonhosa” imposta pelo STF. Para ele, o povo brasílico não é tolo e percebe que ministro [do STF] comete injustiças e desrespeita a Constituição.
“O verdadeiro golpe é contra o Estado de recta porque a cada dia, infelizmente, nossa Suprema Golpe acumula poderes, atrela o Legislativo, cala jornalistas, increpação redes, prende opositores e agora criminaliza inclusive possíveis intenções. É inacreditável.
Senhor Alexandre de Moraes, ministro da Suprema Golpe da República Federativa do Brasil, não há delito sem ato, não há golpe sem ação.
Criminalizar um papel que nunca saiu da gaveta é penetrar um precedente perigoso: o de punir pensamentos e não ações”, alertou. Informações Jornal da cidade
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