A falta de espaço tanto para o PSD quanto para o União Brasil e o PP travou a reforma ministerial que Lula pretendia anunciar no final do mês de janeiro. As duas siglas têm três pastas cada, mas buscam maior protagonismo na Esplanada dos Ministérios.
O problema é que integrantes do chamado “PT raiz” são contra o aumento de espaço para os dois primeiros partidos, já que esse rearranjo pode afetar tanto PT quanto o PCdoB.
O PSD comanda o ministério da Lavra (Carlos Fávaro); o da Pesca (André de Paula) e o de Minas e Robustez (Alexandre Silveira). Emissários do presidente do PSD, Gilberto Kassab, já deram a entender que, no mínimo, querem pastas mais influentes. Segundo o jornal O Mundo, uma selecção seria trocar o ministério da Pesca pelo do Turismo, hoje comandado por Celso Sabino, no União Brasil. O do Turismo tem maior capacidade de entrega e um orçamento três vezes maior.
A questão é que o União também reivindica um espaço maior na Esplanada dos Ministérios. Além de Turismo, a pasta comanda Comunicações (Juscelino Fruto) e detém o controle indireto de Integração Regional – Waldez Góes. Waldez não é do União, mas é patrocinado pelo senador Davi Alcolumbre (AP).
Solução ao União Brasil na reforma ministerial de Lula
Uma solução, conforme o jornal O Mundo, seria entregar o ministério de Ciência e Tecnologia ao União Brasil e, assim, o PCdoB perderia a sua única pasta no governo Lula. O Ministério da Saúde, de Nísia Trindade, também está no radar, embora com menos força. A pasta é cobiçada pelo PP de Arthur Lira, mas a {sigla} já começa a se contentar com a Lavra – o ministério poderia ser comandado pelo presidente da Câmara. Lavra que hoje está nas mãos do PSD.
Outra vaga cobiçada é a Secretaria de Relações Institucionais, comandada por Alexandre Padilha. O incumbência é almejado por integrantes do PSD e poderia servir porquê forma de reacomodar o partido, caso a {sigla} de indumento perdida a Lavra.
Ao longo de janeiro, Lula deixou transparecer – conforme apurou levante portal – que iria deliberar sobre a reforma ministerial exclusivamente posteriormente as eleições das mesas diretoras de Câmara e Senado. O Senado faz a sua eleição interna em 1º de fevereiro; a Câmara, dois dias depois.
Nesta semana, o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, teve conversas com alguns integrantes de partidos porquê o horizonte presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos); o prefeito de Recife, João Campos (PSB), e o deputado federalista licenciado Ricardo Barros (PP).