MP pede ao TCU que identifique autoridades presentes em eventos promovidos pelo possuinte do Banco Master
As reuniões realizadas na mansão de veraneio do banqueiro Daniel Vorcaro, em Trancoso, na Bahia, seguiam regras rígidas para os convidados. O chegada era controlado com detectores de metais e havia proibição expressa do uso de celulares durante os encontros.
Enquanto os participantes eram impedidos de registrar imagens, a residência contava com um sistema interno de câmeras que monitorava todos os ambientes. Segundo relatos, o próprio possuinte do Banco Master justificava a estrutura porquê medida de segurança pessoal.
Vídeos estão sob guarda das autoridades
As gravações feitas no interno da mansão estão atualmente sob custódia do Ministério Público Federalista e da Polícia Federalista. A supervisão do material ocorre no contexto do STF (Supremo Tribunal Federalista).
De conformidade com informações já levantadas, há indícios de que as imagens possam envolver figuras de destaque do Poder Judiciário. Um dos executivos da REAG DTVM — empresa responsável pela governo de fundos e que foi liquidada pelo Banco Médio nesta semana — teria se referido a autoridades porquê “pica das galáxias”.
Estrutura da residência
A mansão utilizada para os encontros possui ambientes amplos e luxuosos. A suíte master, por exemplo, tem murado de 400 metros quadrados.
Os eventos promovidos no sítio eram conhecidos porquê “Cine Trancoso” e teriam reunido representantes dos Três Poderes da República.
Pedido ao TCU amplia apuração
As informações constam em documento apresentado pelo Ministério Público ao TCU (Tribunal de Contas da União). No pedido, a golpe é instada a identificar quais autoridades públicas federais — incluindo procuradores e magistrados — participaram das reuniões promovidas na mansão de Vorcaro.
Os encontros na Bahia teriam exposto com integrantes do Poder Executivo durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), além de nomes ligados ao mercado financeiro, à política e ao meio jurídico.
Para o procurador do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Furtado, o caso exige esclarecimentos aprofundados.
“Não se sabe ao patente a extensão dos fatos nem a magnitude das possíveis irregularidades que podem estar associadas aos eventos realizados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Há indícios de que autoridades federais de subida cúpula possam estar envolvidas, o que reforça a premência de uma apuração rigorosa e transparente”, afirma Lucas Furtado.
Segundo ele, a situação levanta preocupações sobre potenciais irregularidades e possíveis impactos na governo pública, principalmente diante da hipótese de participação de autoridades federais.
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