Ministro relaciona dossiê sobre caso Master a reunião do presidente com Paulo Gonet e relembra incidente da Lava Jato
O ministro do Supremo Tribunal Federalista Dias Toffoli desconfia que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha atuado nos bastidores para que a Polícia Federalista encaminhasse ao Supremo Tribunal Federalista um relatório envolvendo seu nome no caso ligado ao Banco Master. A informação foi publicada pelo jornal O Mundo.
O documento, com muro de 200 páginas, foi entregue ao presidente da Namoro, Edson Fachin, e traz detalhes sobre conexões, mensagens e transações que mencionam direta ou indiretamente Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Fé nos bastidores
A interlocutores, Toffoli afirmou estar convicto de que o diretor-geral da Polícia Federalista, Andrei Rodrigues, agiu em nome de Lula ao enviar o material ao Supremo. Nos bastidores da Namoro, o ministro avalia que Rodrigues não teria tomado a iniciativa sem autorização do presidente da República.
A suspeita ganhou força posteriormente um encontro ocorrido horas antes de Lula deixar a relatoria do caso Master, decisão tomada sob pressão de colegas do STF. Na ocasião, o presidente se reuniu com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e cobrou uma apuração rigorosa das fraudes atribuídas ao banco.
Porquê dirigente da Procuradoria-Universal da República, Gonet tem privilégio para apresentar pedido de suspeição contra ministro do Supremo — possibilidade que, segundo relatos, ampliou a suspeição de Toffoli sobre uma eventual pronunciação política.
Ressentimento ligado à Lava Jato
O ministro também associa o incidente a um incidente ocorrido em 2019, durante a Operação Lava Jato, quando presidia o STF. Naquele período, Lula estava recluso em Curitiba e solicitou autorização para comparecer ao enterro do irmão, Vavá.
O pedido chegou ao Supremo durante o recesso, sob responsabilidade de Toffoli. A autorização foi concedida minutos antes do horário do sepultamento, com a exigência de que o encontro com familiares ocorresse em um quartel militar. Diante das exigências, Lula decidiu não viajar.
Aliados do logo ex-presidente criticaram a meio do caso pelo ministro. Um mês depois, Lula foi autorizado pela Justiça Federalista do Paraná a participar do enterro do neto, Arthur, sem premência de novidade estudo do STF.
Outro fator considerado sensível foi a aproximação de Toffoli com o logo presidente Jair Bolsonaro. Em 2018, às vésperas do primeiro vez das eleições, o ministro passou a se referir ao golpe que depôs João Goulart uma vez que “movimento de 1964”. Durante o procuração de Bolsonaro, houve demonstrações públicas de cordialidade entre ambos.
Reaproximação recente
Depois a vitória de Lula nas eleições e sua posse em 2023, Toffoli adotou decisões consideradas favoráveis ao presidente, uma vez que a anulação das provas do congraçamento de leniência da Odebrecht. Na ocasião, classificou a Lava Jato uma vez que “pau de arara do século 21”.
A reconciliação entre Lula e Toffoli teria se consolidado no termo de 2024. Em dezembro de 2025, o presidente recebeu o ministro para um almoço na Granja do Torto, com a presença do ministro da Quinta, Fernando Haddad. De congraçamento com relatos, o encontro incluiu discussões sobre o caso Master, e Lula teria afirmado que a investigação poderia “reescrever sua biografia”.
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https://www.contrafatos.com.br/toffoli-ve-possivel-articulacao-de-lula-em-envio-de-relatorio-da-pf-ao-stf//Natividade/Créditos -> INFOMONEY







