Túneis escavados por meses no subsolo levariam a cofres; 11 suspeitos foram presos
A polícia do Uruguai investiga a provável participação do Primeiro Comando da Capital (PCC) em uma tentativa de assalto a instituições financeiras no núcleo de Montevidéu. A investigação ganhou força depois a invenção de uma complexa rede de túneis subterrâneos e resultou na prisão de 11 pessoas.
As escavações ocorreram ao longo de vários meses no subsolo do núcleo financeiro da capital uruguaia. Segundo as autoridades, o objetivo do grupo era acessar diretamente os cofres de bancos localizados na região, incluindo agências próximas à sede do banco estatal do país.
Rede de túneis ligava vivenda ao sistema bancário
De tratado com a polícia, o primeiro túnel identificado tinha muro de quatro metros de extensão e conectava uma vivenda utilizada pela quadrilha ao sistema de esgoto da cidade. A partir desse ponto, o grupo acessava um segundo túnel, com aproximadamente oito metros, escavado em direção à espaço bancária.
Esse trajeto subterrâneo permitiria o chegada a pelo menos três agências bancárias e também funcionaria porquê rota de fuga depois o violação. As estruturas já estavam próximas do ponto final quando os investigadores decidiram intervir.
Grupo era monitorado desde o ano pretérito
As autoridades informaram que os suspeitos vinham sendo monitorados desde o ano pretérito. As escavações teriam se intensificado a partir de setembro, indicando que o projecto estava em tempo avançada de realização.
Ao todo, 11 pessoas foram presas, entre elas uruguaios, paraguaios e quatro brasileiros. Segundo a polícia uruguaia, os brasileiros detidos seriam integrantes do PCC, partido criminosa de origem brasileira com atuação transnacional.
Relação com roubo histórico no Brasil
Ainda segundo a investigação, dois dos presos teriam relação com a quadrilha responsável pelo roubo de R$ 164 milhões do Banco Meão de Fortaleza, ocorrido em 2005, um dos maiores assaltos da história do Brasil.
Durante a operação em Montevidéu, as forças de segurança também apreenderam mais de 150 quilos de drogas, reforçando a suspeita de que o grupo atuava tanto no violação financeiro quanto no tráfico de entorpecentes.
Verosímil rota até o porto é investigada
A polícia agora apura se o projecto da quadrilha ia além dos bancos. Uma das linhas de investigação avalia se os túneis poderiam ser estendidos até o Porto de Montevidéu, com o objetivo de facilitar o transporte e a exportação de drogas por via marítima.
As investigações seguem em curso, e as autoridades não descartam novas prisões nem a identificação de ramificações internacionais da organização criminosa.
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