Enunciação do ministro do STF durante cerimônia na USP provoca críticas de deputados bolsonaristas
Uma enunciação do ministro do Supremo Tribunal Federalista (STF) Alexandre de Moraes gerou possante reação entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira, 15. Durante a colação de proporção da 194.ª turma da Faculdade de Recta da USP, cerimônia na qual atuou uma vez que paraninfo, Moraes afirmou que “fez o que tinha que fazer”, frase que foi interpretada por parlamentares uma vez que uma referência direta às decisões envolvendo Bolsonaro.
Críticas nas redes sociais
Deputados próximos ao ex-presidente recorreram às redes para criticar o oração. Rodrigo Valadares (União-SE) questionou o impacto da fala sobre os formandos e o horizonte do Judiciário.
“Se esse é o exemplo que os formandos em recta estão tendo, o que esperar do horizonte do Judiciário no país?”, escreveu. Em seguida, acrescentou: “uma coisa é certa: a soberba precede a queda e nenhum mal dura para sempre”.
Já Caroline de Toni (PL-SC) divulgou um vídeo em que classifica a postura do ministro uma vez que “incompatível para um juiz” e defendeu “impeachment já”. Nikolas Ferreira (PL-MG) também se manifestou, ao compartilhar o trecho do oração no Instagram com a legenda: “Eles juram de pé que são imparciais. Patéticos”.
Transferência de Bolsonaro para a Papudinha
No mesmo dia da cerimônia na USP, Moraes determinou que Jair Bolsonaro deixasse a sala de Estado-Maior da Superintendência da Polícia Federalista (PF), em Brasília, e passasse a executar prisão no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Região Federalista, espargido uma vez que Papudinha.
De conciliação com a decisão, o ex-presidente ficará em uma sala exclusiva, separada dos demais presos, com capacidade para até quatro detentos, mas destinada exclusivamente a ele.
Reclamações e justificativa do ministro
Bolsonaro havia reclamado de fragor do ar-condicionado e da sustento enquanto estava na Superintendência da PF. Ao tratar do tema, Moraes ressaltou que, embora existam queixas, “essas condições não existem para os demais 384.586 presos em regime fechado no Brasil”.
Acionamento da OEA
Também no dia da transferência para a Papudinha, advogados e parlamentares acionaram a Organização dos Estados Americanos (OEA), por meio da Percentagem Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), solicitando a licença de medidas cautelares em obséquio do ex-presidente.
O documento recebeu escora de parlamentares uma vez que Gustavo Gayer (PL-GO), Bia Kicis (PL-DF), Hélio Lopes (PL-RJ) e Paulo Bilynskyj (PL-SP). Segundo o texto, a custódia mantida por Moraes na PF não seria harmonizável com a idade e o estado de saúde de Bolsonaro.
“Cada dia de manutenção da custódia amplifica o risco e aprofunda a responsabilidade internacional do Estado”, afirma o documento.
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