Alcolumbre Lava as Mãos e Aumenta Pressão Sobre Indicação de Jorge Messias ao STF
A corrida pela aprovação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federalista ganhou mais tensão nesta quarta-feira (26/11), em seguida o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), declarar claramente que não pretende se envolver na pronunciação dos votos necessários para prometer ao atual advogado-geral da União uma cadeira na mais subida Galanteio do país. A enunciação, dada à pilar do jornalista Paulo Cappelli, expõe um novo capítulo no desgaste entre Alcolumbre e o Palácio do Planalto — um atrito que pode custar dispendioso ao governo.
Ao ser questionado sobre o clima no Senado para a aprovação do indicado do presidente Lula, Alcolumbre foi direto e surpreendentemente indiferente: “Não é problema meu. Estou fora disso.” A certeza, seca e categórica, ecoou entre senadores e assessores, e foi interpretada porquê um recado evidente de que o dirigente da Mansão não moverá um dedo para ajudar Messias a saber os 41 votos necessários — número mínimo exigido pela Constituição para que o nome seja confirmado pelos parlamentares.
A postura de Alcolumbre agrava ainda mais a situação já delicada da indicação. A resistência a Messias circula tanto entre opositores quanto em alas mais independentes do Senado, que não engoliram a opção de Lula por um nome considerado extremamente desempenado ao governo e ao próprio presidente. Entre parlamentares, é geral o glosa de que Messias carrega uma imagem “politizada demais” para o missão.
Desgaste com o Planalto e a insatisfação com Lula
A fala de Alcolumbre não surgiu do zero. A relação entre ele e o Palácio do Planalto vem se deteriorando desde o momento em que Lula preteriu o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD), ex-presidente do Senado, que Alcolumbre defendia claramente para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso. A escolha de Messias foi vista por Alcolumbre porquê uma quebra de acordos políticos e porquê sinal de desprestígio.
Nos bastidores, aliados afirmam que o presidente do Senado ficou profundamente incomodado com o traje de o governo ter empurrado sua preferência sem consulta prévia. A assinatura de sua irritação veio justamente com a frase “Estou fora disso”, interpretada porquê um aviso de que o Planalto deverá resolver sozinho o problema que criou.
Base governista alarmada
A enunciação caiu porquê uma petardo na flanco governista. Sem Alcolumbre, que controla a tarifa e exerce poderoso influência sobre a maioria dos parlamentares, conseguir os 41 votos se torna muito mais difícil. Senadores ligados a Lula já afirmam, em conversas reservadas, que a aprovação de Messias dependerá de uma operação política intensa e de última hora — uma tarefa que agora recai exclusivamente sobre o ministro da Mansão Social, Rui Costa, e sobre o líder do governo no Senado, Jaques Wagner.
Aliás, a carência de esforço de Alcolumbre pode dar margem para que grupos contrários à indicação intensifiquem seus movimentos. A oposição, que já vinha preparando críticas à trajetória de Messias, agora celebra a chance de frear mais uma indicação do presidente ao Judiciário.
Sabatina marcada para 10 de dezembro
Mesmo com a resistência política crescendo, Alcolumbre cumpriu sua função institucional e marcou para 10 de dezembro a sabatina de Jorge Messias na Percentagem de Constituição e Justiça (CCJ), lanço obrigatória para que o plenário do Senado possa votar a indicação.
A data foi comunicada na terça-feira (25/11), e, com ela, começa a escrutínio regressiva para uma das disputas mais sensíveis da relação entre o Executivo e o Legislativo neste término de ano. A votação promete ser apertada, e aliados de Lula admitem que, sem uma mudança de postura de Alcolumbre ou sem um esforço decisivo do governo, Messias corre sério risco de repudiação.
Cenário político tenso: generais presos, crises internas e pressões externas
O contexto em que ocorre essa disputa também não ajuda o governo. Nas últimas semanas, o cenário político em Brasília se agravou com a prisão de generais ligados ao governo Bolsonaro, aumentando a polarização no país, além de desgastes internos entre líderes partidários da base e o presidente Lula.
A indicação de Messias, que antes parecia uma missão relativamente tranquila por ele já ocupar a chefia da AGU e ser figura próxima ao presidente, agora se transformou em uma guerra pública — com potencial para expor fragilidades da pronunciação política do governo.
Sorte incerto
Com Alcolumbre “lavando as mãos”, cresce a percepção de que Lula enfrenta um dos maiores desafios para solidar maioria no Senado desde o início de seu terceiro procuração. A sabatina de Messias tende a ser dura, recheada de perguntas sobre sua atuação política e jurídica, e a votação final pode se transformar em um teste real de força entre o Planalto e uma Mansão cada vez mais autônoma.
O governo entra nas próximas semanas em modo de alerta. O Senado já entendeu a mensagem de Alcolumbre: se Lula quiser Messias no STF, terá de ocupar voto por voto — sem recontar com o presidente da Mansão para pavimentar o caminho.
A incerteza agora é se isso será suficiente.








