Interromper o uso de de aspirina nos primeiros meses depois infarto reduz sangramentos, mas não propicia proteção suficiente para infarto, AVC e trombose. A epílogo é de um estudo liderado pelo Einstein, apresentado neste domingo (31) no congresso anual da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC), realizado em Madrid, na Espanha.
O estudo, feito em parceria com o Ministério da Saúde, via Programa de Esteio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), avaliou se seria seguro suspender o uso da aspirina depois a angioplastia com stent, mantendo somente um antiplaquetário potente (prasugrel ou ticagrelor). Hoje, o tratamento padrão combina aspirina com outro antiplaquetário — a chamada dupla anti-agregação plaquetária. Porém, uma vez que a aspirina pode aumentar o risco de sangramentos, havia dúvidas sobre sua perpetuidade.
Estudos prévios indicavam que é provável retirar a aspirina depois alguns meses, mantendo-se um período inicial de dupla anti-agregação. Mas permanecia incerto se a retirada poderia se realizada logo depois o infarto.
Oportunidade única
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Os resultados da pesquisa do Einstein demonstram que, na maioria dos casos, manter a dupla medicação desde o início é mais seguro, reforçando o protocolo tradicional e influenciando práticas médicas no mundo todo. A retirada precoce da aspirina resultou em uma redução significativa nos sangramentos, com uma incidência de 2,0% no grupo que não utilizou aspirina, em verificação a 4,9% no grupo que manteve a terapia dupla.
Por outro lado, a diferença no protocolo padrão não manteve a proteção contra eventos cardiovasculares graves — uma vez que infarto, acidente vascular cerebral ou premência urgente de novidade revascularização — no grupo sem aspirina (7,0% versus 5,5%). Ou por outra, o número de casos de trombose de stent, uma complicação séria desse tipo de procedimento, pareceu maior entre os pacientes que não receberam aspirina (12 casos contra 4 no grupo controle).
“O cláusula confirma que a monoterapia antiplaquetária, ou seja, o não uso da aspirina, reduz sangramentos, mas ainda não alcança a segurança necessária para substituir completamente a estratégia padrão nas primeiras semanas ou meses depois o infarto”, explica Pedro Lemos, diretor do programa de cardiologia e pesquisador do Einstein, responsável sênior da publicação, em expedido.
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O cardiologista destaca que os achados são importantes, no entanto, para prometer cada vez mais protocolos embasados em evidências científicas. A pesquisa NEO-MINDSET, que envolveu 50 centros hospitalares de diversas regiões do Brasil, acompanhou 3.400 pacientes com síndromes coronarianas agudas, por 12 meses, sendo a maior segmento do Sistema Único de Saúde (SUS), é um dos destaques do congresso e foi escolhida para publicação no New England Journal of Medicine (NEJM), uma das revistas científicas mais influentes do mundo.
“A publicação no New England Journal of Medicine e a seleção uma vez que destaque no principal congresso de cardiologia do mundo reforçam a maturidade da pesquisa clínica conduzida no Brasil. Trata-se de uma tributo relevante para a prática médica global, que projeta a cardiologia e a ciência médica brasileira no universal em um cenário de vantagem científica internacional. O estudo exemplifica uma vez que a pesquisa científica de qualidade influencia positivamente a assistência à saúde, mas também que o rigor necessário para a geração de evidências é contemplado com saudação e relevância”, avalia Luiz Vicente Rizzo, diretor executivo de Pesquisa do Einstein.
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