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A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) admitiu, nesta segunda-feira (11), duas representações contra a vereadora Professora Angela (PSOL-PR) por partilhar cartilhas dando orientações para o “uso seguro” de drogas porquê maconha, LSD, cocaína, ecstasy, crack e cogumelos alucinógenos. A parlamentar, que defende uma estratégia de “redução de danos” para dependentes químicos corre o risco de perder o procuração.
O material, pago com recursos próprios de conciliação com a vereadora, foi distribuído em audiência pública realizada na Câmara no último dia 5 de agosto. O evento teve porquê tema “Sistema de Segurança Pública, Saúde e Políticas de Drogas para a Cidade de Curitiba”.
– A nossa silabário tá linda, tá? E vou expressar que tem que ter bastante coragem para colocar ela cá dentro também – declarou a vereadora ao partilhar o material, na ocasião, segundo informações do Jornal do Povo.
A silabário virou meta de críticas de ao menos outros dez parlamentares. Um deles é o vereador Da Costa (União-Brasil), que protocolou um pedido de cassação contra a vereadora e levou o caso ao Ministério Público do Paraná.
O vereador chamou o teor da silabário de “gravíssimo e detestável” e leu um trecho durante sessão plenária: “Conheça a substância [LSD] e inicie em pequenas quantidades”. Em relação à cocaína, por exemplo, os panfletos orientam o “o uso de canudos próprios em vez de cédulas de quantia”.
– Se isso não é apologia, portanto eu não sei mais o que é – assinalou.
Na representação, ele afirma que “o que se viu foi um evento de promoção de pautas antiproibicionistas e de apologia à legalização do uso de drogas ilícitas. Nesse sentido, não existiu combate ao tráfico de drogas, mas a resguardo de teses permissivas ao consumo de drogas, o que quebreira a decisão do plenário referente a aprovação da audiência pública”.
Outros vereadores a criticarem o material foram Sidnei Toaldo (PRD), Carlise Kwiatkowski (PL), Fernando Klinger (PL), Meri Martins (Republicanos), Guilherme Kilter (Novo), Eder Borges (PL) e Delegada Tathiana Guzella, para quem houve “um delito ocorrido dentro da Morada”. Já Sidnei Toaldo afirmou ter recebido mensagens de cidadãos indignados com a situação.
A Professora Angela, por sua vez, se defende das acusações e reitera sua política de contenção de danos.
– Se lerem corretamente, verão que é um material de redução de danos, não de incentivo ao consumo (…) Foi um encontro riquíssimo que contou com especialistas, ativistas e movimentos sociais da cidade que discutem os problemas gerados pelo proibicionismo – afirmou.
O presidente da Câmara, Tico Kuzma (PSD), se pronunciou defendendo que a audiência foi um instrumento legítimo de participação popular, mas que “não compactua com qualquer tipo de excesso, distorção ou eventual meandro de conduta que possa configurar apologia ao uso de drogas”.
Pleno News
https://jornalbrasilonline.com.br/vereadora-do-psol-pode-pagar-muito-caro-apos-cartilha-sobre-uso-de-drogas//Nascente/Créditos -> JORNAL BRASIL ONLINE









