O presidente Lula da Silva deve fazer um telefonema nesta terça-feira, 12, ao presidente da China, Xi Jinping. A iniciativa, segundo fontes diplomáticas, seria um pedido de socorro diante principalmente da pressão do presidente norte-americano, Donald Trump.
Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira, 11, um conformidade com os chineses. Assim, esperam que os asiáticos quadrupliquem o volume de compra de soja dos produtores norte-americanos. Dessa forma, o movimento tende a reduzir drasticamente o espaço da commodity brasileira no mercado chinês, principal tramontana das exportações nacionais.
Lula ignora risco ao agronegócio
Apesar do risco iminente para o seu agronegócio, o governo brasílio manteve-se distante de qualquer tratativa direta com a Mansão Branca. Enquanto isso, Trump e Xi articulam novos acordos que podem sobretudo estreitar de forma mais sólida a parceria entre as duas potências e colocar o Brasil cada vez mais de lado no fluxo das transações comerciais.
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Nos últimos dias, Lula ligou para o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. Do mesmo modo, conversou com o presidente russo, Vladimir Putin. Mais uma vez, o petista insistiu no espeque do BRICS, diante de a premência de dialogar com Trump. O objetivo do petista foi discutir uma reação conjunta contra as tarifas impostas por Washington, que chegam a 50% sobre os produtos brasileiros.
Especialistas, no entanto, consideram que a estratégia aprofunda o erro brasílio. Na visão dos analistas, a privação de um via direto com Trump agrava o isolamento diplomático do Brasil e reduz as chances de virar perdas. A China compra mais da metade da soja exportada pelo Brasil. Ou seja, qualquer redução na demanda teria impacto bilionário no setor.
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