
CLIQUE E ASSISTA AGORA – Prisão de Oruam foi decretada considerando os crimes de resistência, desacato, dano, prenúncio e lesão corporal
O cantor Oruam, de 23 anos, se entregou para a polícia do Rio de Janeiro na tarde desta terça-feira (22). A Justiça havia pedido a prisão do rapper em seguida ele ser indiciado por associação ao tráfico de drogas e ao Comando Vermelho.
A prisão foi decretada considerando os crimes de resistência, desacato, dano, prenúncio e lesão corporal e ocorreu em seguida uma confusão registrada durante a madrugada. Ele teria feito ataques a policiais civis que tentavam apreender um jovem na mansão do cantor, na vila do Joá, na zona oste do Rio.
A resguardo do cantor afirma que não foram encontradas drogas ou produtos ilícitos durante as buscas realizadas na mansão de Oruam. Segundo a resguardo, a resistência do cantor aconteceu devido a ataque de mando por secção dos policiais.
A ordem de prisão emitida pela juíza Ane Cristine Scheele Santos faz menção explícita ao item 129, parágrafo 12, do Código Penal, que trata das lesões corporais. Oruam é culpado de atirar pedras contra um policial que resultou em ferimentos. O próprio Oruam admitiu o ato, alegando que atirou pedras porque os policiais apontaram armas contra ele e os amigos.
O processo contra o rapper está em sigilo de justiça. O violação de lesão corporal é agravado pelo trajo de ter sido praticado contra agente público no tirocínio de atribuição legítimo. O policial cumpria mandado de procura e consumição contra um menor que estaria escondido na mansão do cantor.
Por dificultar a ação policial, ele vai responder também pelo violação de resistência. O violação previsto no Código Penal ocorre quando alguém se opõe ou resiste à realização de um ato legítimo utilizando violência ou prenúncio contra o servidor – no caso, os policiais.
O violação de desacato, também atribuído ao rapper, ocorre por meio de palavras, gestos ou atitudes que humilhem, desprestigiem ou ofendam o policial. Além da reação no momento da abordagem, Oruam utilizou as redes sociais para xingar e ofender os policiais. Uma vez que jogou pedras que atingiram as viaturas policiais, ele vai responder também pelo violação de dano ao patrimônio público.
O Ministério Público do Rio havia pedido a prisão temporária (30 dias) do rapper, mas a juíza entendeu que era o caso de prisão preventiva (sem prazo determinado).
A Polícia Social do Rio de Janeiro diz que Oruam é investigado também por associação para o tráfico. Ele estaria ligado a traficantes do Comando Vermelho (CV) – o pai do rapper, Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, é assinalado uma vez que um dos principais líderes da partido. Marcinho cumpre pena em penitenciária federalista, de onde comandaria o tráfico.
Segundo a Polícia Social, agentes estavam cumprindo um mandado de procura e consumição contra um jovem culpado de roubo de veículos que estava escondido na mansão do rapper. Quando ele saiu e foi abordado pelos policiais, houve poderoso reação das pessoas que o acompanhavam. Oruam e mais oito pessoas passaram a testilhar os policiais com xingamentos e pedras.
Um dos homens que participou do ataque correu para dentro de mansão e foi perseguido pelos policiais, já que havia uma situação de flagrante, segundo a polícia. O suspeito foi recluso e algemado, mas Oruam não foi suspenso.
Depois da ação, o secretário da PCERJ, Felipe Curi, se referiu ao rapper uma vez que “um criminoso faccionado, ligado à partido criminosa Comando Vermelho.”







