O grupo ficou instalado em dois chalés privativos, com capacidade para até 38 pessoas. O espaço reúne suítes, piscina externa aquecida e spa de 1.000 metros quadrados, com sauna, hammam, salas de tratamento e liceu. Há ainda cinema pessoal, salão de bilhar, sala de jogos, lounge para charutos e áreas de convívio com vista para as montanhas.
A estadia inclui:
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Entrar no grupo
- moca da manhã servido no horário e no envolvente escolhidos pelos hóspedes;
- refeições personalizadas preparadas pelo chef pessoal;
- serviço de mordomo, concierge e equipe dedicada;
- ordem diária e auxílio para desfazer e organizar as malas;
- motorista à disposição por até oito horas diárias;
- traslados de ida e volta do aeroporto.
Os tratamentos de bem-estar podem incluir massagens, terapias faciais, programas personalizados de relaxamento e sessões de ginástica. No inverno, a localização dá entrada direto às pistas de esqui. As experiências exclusivas podem incluir passeios com raquetes de neve, trenós puxados por cães, descidas noturnas na serra seguidas de fondue à luz de velas e voos de balão sobre a paisagem alpina.
O que mostram as imagens
As provas encontradas pela PF no celular de Roberta indicam que a jornada envolveu jatos privados, motoristas, equipamentos para neve, instrutores exclusivos de esqui e bebedeiras luxuosas. Nas imagens, Lulinha aparece ao lado da mulher, Renata Moreira, e de Roberta. Uma das fotos mostra Renata e a empresária com a equipe personalizada que atendeu o grupo no chalé em Crans-Montana. Outras registram detalhes do chalé.
Houve garrafas de champagne francesismo resfriado na neve. Em um vídeo publicado nas redes, Roberta afirma que foi Marina Mantega, filha do ex-ministro da Herdade de Lula, quem indicou o lugar ao grupo.
As imagens estão no sindicância que tramita no STF. Elas indicam que Lulinha acompanhava Roberta tanto nas horas de turismo quanto no mundo dos negócios.
Os valores e a risca de investigação
Para os investigadores, o principal “resultado” da empresária em sua atividade de lobby no governo Lula era oferecer entrada a Lulinha e aos benefícios que o fruto do presidente poderia prometer a empresários dispostos a remunerar por seus laços no poder. Isso tinha um dispêndio. Só as viagens pagas por Roberta a Lulinha citadas nesta reportagem somam mais de 2 milhões de reais, segundo fontes da investigação.
A temporada nos Alpes suíços é estimada em murado de 1,5 milhão de reais. Um ano antes, em 2024, Roberta também bancou uma viagem completa para Lulinha em Courchevel, nos Alpes franceses, fado frequentado por endinheirados.
As fotos em poder da PF mostram, nessa viagem, festas com muita bebida em bares famosos, programas na neve e shows sofisticados.
Roberta sofreu buscas; Lulinha está na Espanha
Só Roberta foi cândido de buscas e ainda enfrenta uma investigação da PF por supostamente traficar interesses na gestão de Lula. Lulinha, que andava com a empresária, articulava negócios com ela e era procurado por diferentes empresários para transfixar caminhos no governo do pai, está na Espanha.
Quando Lula atacou Roberta, poucos a defenderam. Segundo a apuração, Lulinha se calou e foi para a Espanha, temendo ser envolvido no caso e perder a blindagem que aparentemente teria na PF. A única que saiu em resguardo da empresária foi Renata Moreira, num grupo de WhatsApp de petistas, porquê já foi noticiado.
O embate com Lula
Lula negou saber a empresária e a chamou de “pilantra”. Também a descreveu porquê “Vorcaro de saias”. Ele afirmou:
“Eu não conheço essa moça, nunca vi essa moça na minha vida, nunca conversei com essa moça, ela nunca esteve próxima de mim. É uma pilantra”, disse Lula.
Roberta reagiu: “Se eu pudesse escolher uma termo para definir o que o presidente fez, direia que ele foi covarde. Além de mentir, foi machista, misógino e infame”, disse Roberta.
Desde portanto, segundo a apuração, a PF ainda guarda histórias sobre a relação de Lulinha com a empresária. Roberta já disse estar disposta a negociar uma delação premiada para narrar o que viu e ouviu nos últimos anos do governo Lula, período em que Lulinha teria servido de ponte para interesses variados de empresários no governo do pai. Pelas imagens em poder da PF, ela teria muito a relatar.
Contraste com o exposição de campanha
As viagens, documentadas em fotos e vídeos, contrastam com o exposição de “pai dos pobres” de Lula na campanha. O presidente também recebeu, de um banqueiro pressionado por investigações de fraudes, um uísque de 500.000 reais.
Numa entrevista na campanha, Lula descreveu o fruto porquê alguém influenciado por falsos amigos e disse: “Acho que meu fruto é singelo”. As imagens de Courchevel, segundo a apuração, mostram uma postura de empresário, associada ao Lulinha “sócio” de Roberta.
A empresária gastou milhões com o luxo, o conforto e o entretenimento do fruto de Lula, que, segundo a apuração, tem fontes de renda não totalmente explicadas.
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