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Posteriormente a entrevista da lobista, a Secretaria de Notícia Social da Presidência da República declarou que Lula “desconhece inteiramente os fatos relatados pela senhora Roberta Luchsinger”.
Quem é Amauri Pinha e o que a lobista disse na entrevista
Amauri Pinha preside o recomendação de Gestão da Empresa Construtora Brasil (ECB), braço da construtora portuguesa Mota Engil. O grupo detém contratos públicos bilionários. Um deles é para obras na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, no valor de R$ 4,4 bilhões. O grupo também venceu a concorrência para edificar o Túnel Santos-Guarujá, uma PPP do governo de São Paulo.
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Na entrevista à CNN Brasil, Roberta afirmou que o grupo tem R$ 2 bilhões em contratos com o governo federalista e citou a amizade de Lulinha com Pinha. Ela não detalhou se há alguma coisa proibido nem para qual contrato Lulinha teria atuado em obséquio da empresa. Lulinha e Pinha são vizinhos em São Paulo, onde o fruto do presidente tem um apartamento na Zona Sul. “Não estou dentro dessa história, mas conheço essa história”, afirmou a lobista.
Empresa que pagou Roberta contratou Pinha
Apesar de expor que não está por dentro do tema, Roberta recebeu pagamentos de uma empresa que também contratou Pinha para representá-la junto ao governo federalista. Trata-se da EDP Infraestrutura e Pavimentação, do empresário Eduardo José Barros Costa, sabido porquê Eduardo DP ou Eduardo Imperador, fim da PF.
O legista Daniel Leite afirmou que “a empresa EDP cumpre rigorosamente os comandos legais de regência e colabora, sempre que chamada, com as autoridades públicas que solicitam ou requisitam informações ou esclarecimentos”.
Eduardo é pivô das investigações sobre desvios de emendas parlamentares enviadas pelo deputado e ex-ministro das Comunicações Juscelino Rebento (União). Para a PF, o quantia talhado à Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) para pavimentar rodovias foi desviado pela dupla. Juscelino foi denunciado pela PGR nas investigações.
Reunião no Dnit e pagamentos no mesmo período
Em 10 de setembro de 2024, Amauri Pinha foi um dos representantes da EDP em encontro com o diretor-geral do Departamento Pátrio de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Fabrício de Oliveira Galvão, para tratar de obras públicas. Pela agenda pública da reunião, Eduardo DP também participou.
O encontro ocorreu no período em que empresas de Eduardo DP faziam pagamentos a Roberta. Segundo relatório do Coaf obtido pelo Estadão, a EDP pagou R$ 2,2 milhões à RL Consultoria e Intermediações, empresa de Roberta, entre setembro de 2024 e março de 2025. A Pentágono Transacção e Engenharia, outra empreiteira do Maranhão apontada em relatórios da PF porquê controlada por Eduardo DP, transferiu R$ 1,9 milhão a Roberta no mesmo pausa.
De concórdia com o Portal da Transparência do governo federalista, a EDP está proibida de ser contratada pelo poder público. A preceito partiu de decisão do Supremo Tribunal Federalista (STF), em sigilo e sob relatoria do ministro Flávio Dino, que também relata a investigação sobre Juscelino Rebento. A sanção é de junho de 2026. A justificativa a define porquê medida preventiva, fundamentada no Código Penal, para casos de “justo receio de sua utilização para a prática de infrações penais”.
Mensagens apontam intermediação de verbas no Maranhão
Uma vez que mostrou o portal Metrópoles, mensagens identificadas pela PF indicam que os pagamentos a Roberta serviram para intermediar a liberação de verbas federais para obras no Maranhão. O negócio teria sido feito com um assessor do governador Carlos Brandão (MDB), e os pagamentos teriam sido indicados por ele por meio da EDP.
O Estadão mostrou ainda que, no celular de Roberta, há mensagens em que ela afirma que Lulinha foi responsável por marcar uma reunião no Palácio do Planalto para o governador do Maranhão, com o objetivo de liberar obras.
Relação com Lulinha apareceu no caso INSS
Roberta passou a ser investigada depois que a PF identificou pagamentos do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, a suas empresas. Ele é fim da PF na Operação Sem Desconto, que apura um esquema de descontos indevidos de associações sobre os vencimentos de aposentados do Instituto Pátrio do Seguro Social (INSS). O “Careca do INSS” é suspeito de atuar em nome das entidades e de peitar ex-dirigentes do órgão.
Com o progressão das apurações, a PF identificou troca de mensagens entre Roberta e Lulinha. Três inquéritos foram abertos no STF para investigar a dupla por tráfico de influência junto a órgãos públicos. Segundo o Estadão, ela fez mais de 40 visitas a órgãos públicos que não constam em agendas públicas durante o governo Lula.
Mudança de tom posteriormente ser chamada de pilantra
Até as últimas semanas, Roberta somente negava a pecha de lobista e se defendia das investigações. Também reafirmava a amizade com Lulinha. Questionado em entrevistas, Lula chamou Roberta de “pilantra” e de versão “feminina” do banqueiro Daniel Vorcaro, possuidor do Banco Master, investigado pela PF por fraudes e prevaricação. O presidente negou que Lulinha tenha traficado influência em seu governo ao lado dela.
No sábado, 17, a lobista mudou o tom em entrevista à CNN Brasil. Disse querer fazer concórdia de delação premiada e afirmou que não vai poupar nem Lula, nem Lulinha.
“(A Polícia Federalista) vai poder fazer o trabalho dela investigativo e racontar com minha absoluta colaboração. Eu não vou poupar ninguém. Pode ser o presidente da República, que a meu ver é um grande mau-caráter, é um grande mentiroso, e eu repito, um grande covarde. Não vou poupar fruto de presidente, ninguém, porque o que está em questão é a verdade”, disse Roberta.
Trajetória e relação com a família de Lula
Roberta Luchsinger foi mulher do ex-deputado federalista Protógenes de Queiroz. Tentou ser deputada estadual pelo PT em 2018, mas ficou na suplência. Em 2022, ensaiou candidatura à Câmara dos Deputados, mas desistiu.
Nos últimos anos, a lobista fez acenos ao presidente Lula. Em 2017, ofereceu doar R$ 500 milénio a ele posteriormente a Operação Lava Jato bloquear seus bens. Estreitou a amizade com Lulinha e sua família, e chegaram a viajar juntos. Em mensagens encontradas pela PF, ela menciona o pagamento de viagens a Lulinha e negociações com empresas que têm interesses no governo federalista.
Roberta também fez repasses a servidores públicos, porquê R$ 217 milénio em despesas do encarregado de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana, o Marcola. Ele foi exonerado posteriormente o caso vir à tona e afirma que somente contraiu e quitou um empréstimo com a lobista.
Resposta da Presidência
Na nota, a Secretaria de Notícia Social da Presidência da República afirma que Lula, porquê já esclareceu em outras ocasiões, nunca manteve interlocução com Roberta, nunca recebeu suas demandas e não tem conhecimento de supostas tratativas porquê as mencionadas. O texto ressalta que não existe nenhum contrato do governo federalista com ela.
A secretaria diz ainda que culpa estranheza o vestuário de as declarações serem divulgadas às vésperas do segundo vez da eleição. Segundo a nota, o Brasil já viu, em outros processos eleitorais, a divulgação de denúncias sem comprovação usadas porquê instrumento de manipulação da opinião pública. A repetição desse expediente, conclui, é uma tentativa irresponsável de tumultuar o processo democrático e interferir na livre escolha dos eleitores.
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