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A PF enviou a documentação ao STF (Supremo Tribunal Federalista). O ministro André Mendonça, relator da apuração sobre fraudes do Master, a tornou pública nesta terça-feira (16). A assessoria de Vorcaro foi procurada por email e mensagem de celular na noite de terça e não se manifestou.
O site lulista e os pagamentos mensais
A investigação diz que o site lulista DCM (Quotidiano do Núcleo do Mundo) foi “cooptado por preceito expressa de Vorcaro”. O objetivo era deixar de veicular notícias negativas sobre o Master e fazer o oposto “contra seus inimigos”, em troca de R$ 50 milénio mensais.
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A PF cita mensagens de julho de 2024 em que Luiz Phillip Mourão, publicado porquê Sicário e assinalado pela investigação porquê membro da milícia privada de Vorcaro, diz ao ex-banqueiro que fazia pagamentos “ao DCM e mais 2 editores”. Os valores não são citados.
Em outros diálogos, Vorcaro demonstra irritação com notícias negativas publicadas pelo site sobre o Master. Em setembro de 2024, ele encaminhou a Sicário um texto sobre processos contra o banco, além de mensagens dizendo “tem que derrubar urgente. Derrubar de vez esse blog. Achei que tínhamos parceria. E tínhamos comprado os caras”.
O documento da PF não afirma quem é o responsável da mensagem encaminhada por Vorcaro. Os investigadores dizem, porém, que a conversa “sugere a intenção de influenciar a risco editorial do veículo mediante ressarcimento econômica, comprometendo a independência da prelo”.
Em outubro de 2024, Sicário e Vorcaro reclamaram novamente de notícias negativas do site lulista sobre o Master. O ex-banqueiro encaminhou mensagens sugerindo que iria “contratar eles” para desancar em “inimigos”.
No dia seguinte, Sicário encaminhou mensagem afirmando que “o pessoal do DCM está perguntando sobre a parceria”. Vorcaro respondeu, também com uma mensagem encaminhada: “50k mes?”. Em seguida, Mourão disse que encaminharia a “proposta”.
O site volta a ser mencionado em conversa de setembro de 2025. Sicário pediu a Vorcaro que providenciasse alguns pagamentos junto a Fabiano Zettel: “Olha com o Fabiano para mim, o faceta do DCM já inclusive me cobrou (ele é um nojo). Para manter o da turma dos meninos e dos redatores lá. Me ajuda com isso”. Vorcaro respondeu “ok”.
O que diz o site lulista
A reportagem procurou o DCM na noite de terça-feira por email e tentou contato pelo telefone indicado no site do veículo, mas não obteve resposta.
Em março de 2026, a suspeita de pagamentos ao site veio à tona ao ser mencionada em decisão de André Mendonça. Na ocasião, o DCM disse que “não recebeu recursos, pagamentos ou qualquer favor das pessoas investigadas na operação e não possui qualquer relação com os fatos apurados”.
O site também afirmou que havia publicado reportagens críticas a Vorcaro. “Qualquer tentativa de associar a {sigla} mencionada na decisão judicial ao Quotidiano do Núcleo do Mundo constitui versão indevida do documento”, disse ainda o DCM à quadra.
A nota em O Bastidor no dia da prisão
Segundo a PF, Vorcaro combinou a publicação de uma notícia no site O Bastidor com menções a uma investigação sigilosa envolvendo o Master. No mesmo dia, os advogados do ex-banqueiro usaram a notícia para pedir chegada ao caso.
Havia, naquele momento, a suspeita de que Vorcaro pudesse ter a prisão decretada. O chegada à investigação daria à resguardo visibilidade sobre essa hipótese.
O texto foi publicado em 17 de novembro de 2025. À noite, Vorcaro foi recluso quando tentava embarcar para o exterior. No dia seguinte, 18 de novembro, o BC liquidou o Master.
Escosteguy e os pagamentos
Os investigadores dizem que o jornalista Diego Escosteguy, fundador de O Bastidor, “recebia verba de Daniel Vorcaro” para publicar informações “de interesse do banqueiro”.
Diálogos reproduzidos pela PF mostram que o jornalista enviou a Vorcaro uma versão da nota que seria publicada. O ex-banqueiro devolveu a mensagem, com a nota consolidada. Escosteguy respondeu: “Acho que está razoável. Vamos assim? Ou quer pensar mais?”. Menos de uma hora depois, o site publicou a nota.
A documentação tornada pública não diz qual valor foi repassado a Escosteguy. Em diálogo de novembro de 2024 realçado pela PF, porém, Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, pediu ao ex-banqueiro orientações sobre uma lista de pagamentos que estariam sendo cobrados. Entre eles, constavam “2M – Escosteguy” e “3.5M – Agregados – BSB, jornalistas, mídia, notas mensais”.
A PF também mostra que Escosteguy escreveu a Vorcaro em setembro de 2025, cobrando um pagamento. “Só para eu não olvidar, companheiro. Conferi agora e ainda não fizeram o segundo pagamento”, afirmou. Vorcaro respondeu “vou ver agora”, e o jornalista enviou dados para a transferência.
A suspeita de pagamento ao jornalista foi revelada pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Orbe.
A resguardo do jornalista
Em nota, Escosteguy disse que a relação com Vorcaro sempre foi “estritamente profissional”. “Seja no contexto da atividade jornalística, caracterizando-se porquê relação de natividade — prática legítima, geral e indispensável ao tirocínio da prelo; seja no contexto institucional, pautada pela meio regular e cotidiana de tratativas comerciais corriqueiras”, disse o fundador de O Bastidor.
“Os valores mencionados referem-se a contratos de patrocínio e publicidade, prática regular no mercado de notícia. Assim porquê qualquer veículo de prelo, o Bastidor mantém parcerias comerciais formalizadas, que não interferem na risco editorial nem no teor das reportagens”, afirmou Escosteguy.
O jornalista disse que não houve direcionamento de teor e que a reportagem publicada em 17 de novembro já estava sob apuração.
Comentários nas redes sociais
As trocas de mensagens obtidas pelos investigadores mostram que o próprio Vorcaro orientava sua equipe sobre quais frases deveriam ser reproduzidas por uma rede de perfis. Esses perfis eram dedicados a comentar em publicações sobre o Master nas redes sociais. A apuração não aponta se são falsos nem de que forma eram orientados pela equipe do ex-banqueiro.
No termo de março de 2025, o ex-banqueiro orientou que se comentasse “tacada de rabi” e “bom para esfregar na faceta de quem apostou contra o Master”, entre outras frases, em notícias sobre a compra do Master pelo BRB. Na sequência, Sicário mostrou a Vorcaro que ao menos segmento dos comentários mencionou exatamente o que ele havia pedido.
Em maio do ano pretérito, Vorcaro pediu mais elogios nas redes sociais relacionados à negociação para a compra do Master pelo BRB. Entre as frases enviadas por ele estavam “Parabéns aos órgãos técnicos brasileiros. TCU mostrou força e isenção ao não se pautar pela mídia” e “agora não tem porque o Bacen não confirmar”.
Para a PF, as orientações mostram que ele buscava “influenciar a opinião pública” e substanciar a “percepção de que ele e seu banco possuíam uma reputação continuamente positiva”.
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https://www.contrafatos.com.br/pf-diz-que-vorcaro-pagou-r-50-mil-mensais-ao-site-lulista-dcm-para-frear-criticas-ao-master//Manadeira/Créditos -> CONTRA FATOS
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