A equipe de Flávio Bolsonaro pediu ao TSE a cassação da candidatura de Lula, alegando financiamento por fontes proibidas e uso indevido dos meios de…
Por ContraFatos 15/10/2026 Atualizado em 15/10/2026
Ação de investigação judicial eleitoral também cita UNE, MST e lideranças sindicais, acusados de estribar a campanha do petista
A equipe jurídica de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), nesta quarta-feira (14), a cassação da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No documento, o time do senador alega suposto financiamento “por fontes proibidas” na campanha do petista, além de “uso indevido dos meios de notícia”.
O que pede a ação
A AIJE (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) solicita a interrupção do uso de “sedes, funcionários, recursos financeiros, sites, redes sociais, jornais e cadastros de filiados das entidades em mercê da candidatura de Lula”. Além da campanha do petista, a ação também acusa lideranças de sindicatos, movimentos estudantis e sociais.
Leitura
A campanha de Flávio pede ainda a cassação da placa de Lula. O motivo é a organização de mais de 70 assembleias estudantis em espeque ao presidente, realizadas em universidades e institutos federais, e o uso de centros acadêmicos porquê pontos de distribuição de material eleitoral.
Ponto de partida e base lítico
A peça segmento da fala de um dirigente sindical durante reunião da UFPR (Universidade Federalista do Paraná). Ele tratou da destinação de verbas da entidade à campanha de Lula.
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A campanha de Flávio se apoia na Lei nº 9.504/97, que prevê o cancelamento do registro de candidatura quando há “comprovado insulto de poder econômico”.
Entidades citadas
A reclamação também aponta o uso da UNE (União Vernáculo dos Estudantes), do MST (Movimento dos Sem Terras), de sindicatos e de federações. Essas organizações teriam disposto “sedes, funcionários, canais de notícia, jornais, redes sociais e estruturas de mobilização à disposição da candidatura petista”.
Outro argumento é a suposta coordenação das entidades com a campanha presidencial. Segundo a ação, as peças “Flávio, inimigo do povo”, “Bolsonaros nunca mais” e outras mensagens com o mesmo mote foram publicadas em conjunto com outras entidades.
Referência ao STF
A resguardo do fruto do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reconhece a decisão do Supremo Tribunal Federalista na ADPF nº 548. “O Investigante tem presente a decisão do Supremo Tribunal Federalista na ADPF nº 548, que veda a versão dos arts. 24 e 37 da Lei nº 9.504/97 que permita o ingresso de agentes em universidades, a interrupção de aulas e debates ou o recolhimento de documentos por sintoma livre de ideias”, alega.
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