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Mensagens editadas e apagadas
A AEED encontrou quatro mensagens marcadas porquê “Editada”, sem chegada às versões anteriores. Com base no processo, também relatou que publicações de 25 a 29 de setembro foram apagadas a partir de 7 de outubro. Outras 81 desapareceram antes que seu teor pudesse ser lido.
Segundo o relatório, essas lacunas dificultam a recuperação do histórico do via. A remontagem integral depende dos registros mantidos pelo provedor.
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“Mensagens apagadas, em regra, deixam de ser acessíveis por consulta ao próprio via, e o texto anterior das mensagens editadas não é exibido”, disse a AEED. “Registros eventualmente realizados por terceiros, porquê capturas de tela, podem suprir parcialmente essa vácuo, mas a remontagem integral e confiável do histórico depende dos registros sob a guarda do provedor.”
“Compartilhar antes de testemunhar”
Em 8 de outubro, o via anunciou que enviaria um vídeo e orientou: “Curtam comentem Lula reeeleito e compartilhem antes mesmo de testemunhar”. O objetivo proferido era “sinalizar pro algoritmo que o teor é relevante”.
Depois de repartir o link do Instagram, o via publicou o comando “Explodam”. Segundo a assessoria, a orientação reiterava uma mensagem semelhante, de 7 de outubro, já registrada nos autos.
O órgão relacionou a prática às proteções do WhatsApp que dependem da capacidade do usuário de verificar o teor recebido. Ressalvou, porém, que não conseguiu medir o efeito dessa prática sobre esses mecanismos.
Mobilização coordenada e linguagem polarizadora
O relatório identificou uma estrutura de comandos centralizados e sincronizados, com “missões”, horários marcados e pedidos de confirmação.
Na consulta de 11 de outubro, o via tinha 3,3 milhões de seguidores. Uma mensagem de invitação acumulava aproximadamente 350 milénio encaminhamentos.
A assessoria apontou a elevada audiência potencial, a possibilidade de propagação acelerada de conteúdos e a dificuldade de restabelecer o histórico porquê fatores relevantes para julgar riscos à integridade do processo eleitoral. Os números, mas, não permitem instituir quantas pessoas visualizaram as publicações.
Na desfecho, o órgão destacou o uso recorrente de linguagem polarizadora, com termos porquê “soldados” e “tropa”, e uma lógica de confronto “potencialmente contrária à quesito das eleições porquê um substitutivo do conflito”.
Estudo não localizou novas reproduções dos conteúdos questionados
A AEED informou não ter encontrado, entre as publicações examinadas de 2 a 11 de outubro, reproduções das afirmações questionadas no processo pela campanha de Flávio. As mensagens de setembro citadas nos autos ficaram fora desse período.
A verificação considerou textos, prévias de links e áudios transcritos. Por motivo da urgência, não incluiu o teor integral dos vídeos e dos demais áudios, nem realizou procura sistemática em outras plataformas.
A desfecho se restringe, portanto, ao material disponível no período consultado.
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https://www.contrafatos.com.br/tse-aponta-mensagens-editadas-e-pedido-para-compartilhar-videos-antes-de-assistir-no-canal-exercito-do-lula//Manadeira/Créditos -> CONTRA FATOS
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