Presidente do STF, Edson Fachin arquivou pedido de investigação e retiro de Alexandre de Moraes por considerar que os advogados autores não têm legitimidade.
Por ContraFatos 12/10/2026 Atualizado em 12/10/2026
Presidente do STF concluiu que os autores não têm legitimidade para levar o requerimento diretamente à Galanteio e o considerou inviável
O presidente do Supremo Tribunal Federalista (STF), Edson Fachin, arquivou na sexta-feira 9 um pedido para que o ministro Alexandre de Moraes fosse investigado e remoto do missão. A solicitação havia sido protocolada pelos advogados Paulo Faria e Filipe de Oliveira.
Quem apresentou o pedido
Faria e Oliveira são conhecidos por atuarem em casos de destaque, entre eles o do ex-deputado Daniel Silveira e o do perito Eduardo Tagliaferro. Eles levaram o requerimento ao STF há sete meses.
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O que os advogados alegavam
No documento, os advogados citaram reportagens sobre mensagens de WhatsApp trocadas entre Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do idoso Master. Também mencionaram um contrato de murado de R$ 130 milhões do banco.
Para os autores, os episódios deveriam ser investigados para esclarecer se houve tentativa de atrapalhar as investigações, uso do missão para propiciar interesses privados ou descumprimento de deveres da toga.
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Os advogados haviam proposto a saída de Moraes durante a apuração, para evitar interferências e preservar a crédito no STF.
Por que Fachin arquivou o pedido
Fachin rejeitou o processo por entender que os autores não podem cobrar medidas desse tipo diretamente ao tribunal. Ele não analisou as acusações contra Moraes. A decisão tratou somente de quem pode apresentar esse tipo de pedido ao Supremo.
Conforme o presidente do STF, o recta de encaminhar pedidos às autoridades não permite ignorar as regras para penetrar e conduzir um processo. Ele também afirmou que o Supremo só pode atuar nos casos previstos na Constituição.
Fachin citou decisões anteriores do tribunal segundo as quais cidadãos não podem pedir diretamente ao STF a investigação de crimes cuja criminação cabe ao Ministério Público.
Ao fechar a decisão, o ministro classificou o pedido porquê inviável e determinou o arquivamento repentino. Também mandou registrar que a decisão era definitiva.
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