Desde janeiro de 2023, a Orbe recebeu 274,4 milhões de reais em propaganda do Executivo, subida de 228% sobre o governo Bolsonaro, segundo a Secom.
Por ContraFatos 12/10/2026 Atualizado em 12/10/2026
Emissora lidera ranking de verbas da Secom e supera a soma das outras nove maiores beneficiadas entre os grupos de TV
A Orbe mais que triplicou o faturamento com publicidade federalista no terceiro procuração de Luiz Inácio Lula da Silva, em verificação com o governo de Jair Bolsonaro. O conglomerado da família Marítimo recebeu 274,4 milhões de reais em propaganda do Executivo desde janeiro de 2023, segundo dados da Secretaria de Informação do Planalto (Secom). Com isso, o governo Lula já registra subida de 228% sobre os quatro anos da gestão anterior.
O valor coloca a Orbe no topo do ranking de emissoras que mais recebem verba publicitária do Planalto. Entre os dez grupos de televisão que mais lucraram com a propaganda do governo Lula, a Orbe e suas afiliadas faturaram mais que a soma das nove demais empresas.
Leitura
Record, SBT e Band vêm na sequência
A Record aparece em seguida, com 128,6 milhões de reais em contratos federais. O SBT faturou 70,8 milhões, e a Band vendeu 42 milhões em anúncios para o Executivo. Entre essas três emissoras, exclusivamente o SBT teve queda de receita em relação ao governo Bolsonaro.
Ranking da Secom entre janeiro de 2023 e outubro de 2026
Veja a lista de quem mais recebeu verba da Secom no período, com o aumento ou o recuo da receita na verificação com a gestão Bolsonaro:
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Entrar no grupo
Orbe: R$ 274,4 milhões (+228%)
Record: R$ 128,6 milhões (+38%)
SBT: R$ 70,9 milhões (-13%)
Band: R$ 42,0 milhões (+41%)
Rede TV!: R$ 10,5 milhões (-5%)
CNN Brasil: R$ 4,3 milhões (+41%)
Turner*: R$ 3,5 milhões (-38%)
EBC: R$ 3,3 milhões (+45%)
TV Cultura: R$ 2,7 milhões (+340%)
CNT: R$ 1,2 milhão (+92%)
*Atual Warner Media, inclui os canais TNT, Warner Channel, Space, TCM e infantis.
Período eleitoral supera todo o ano de 2022
Considerando exclusivamente os períodos de eleição presidencial, a receita da Orbe até outubro de 2026 já supera em 57% todo o seu faturamento com a Secom em 2022. O valor passou de 40,2 milhões de reais no último pleito para 63,2 milhões na disputa atual.
Record havia assumido a liderança com Bolsonaro
A Orbe é o principal conglomerado televisivo do Brasil e um dos maiores do mundo. Ela liderou de forma invicta a lista de maiores vendedoras de anúncios para a Secom até a presidência de Jair Bolsonaro, quando foi superada pela Record. De 2019 a 2022, a emissora de Edir Macedo encabeçou o ranking, com 93,5 milhões de reais em contratos com o Planalto.
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